37% dos processos de mineração no Brasil têm irregularidades
O novo Monitor da Mineração do MapBiomas aponta que 95.740 dos 257.591 processos minerários ativos no país apresentam algum tipo de inconsistência. Desse total, 84.466 processos não possuem títulos válidos para operar, enquanto 7.738 atuam em áreas proibidas, como terras indígenas e unidades de conservação. A Bahia lidera em irregularidades, com 53% dos processos inconsistentes, e o Pará registra os maiores índices de problemas temporais (4,19%) e de extração além dos limites autorizados (4,83%). O estudo também mostra que 56,4% dos processos obrigados a pagar CFEM estão inadimplentes.

Vale reduz investimentos, mas mantém meta de produção para 2030
A Vale anunciou que vai limitar seus investimentos anuais a até US$ 6 bilhões, abaixo da projeção anterior de US$ 6,5 bilhões. Para 2026, a previsão caiu para US$ 5,4 a 5,7 bilhões, mas a meta de produção de 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2030 permanece. A companhia vai concentrar os aportes no Programa Carajás e na expansão da produção de cobre e níquel, considerados estratégicos para a transição energética. Já a projeção de produção de minério de ferro para 2026 foi ajustada para 335 a 340 milhões de toneladas, acompanhando as condições do mercado.

Vale firma parceria para ampliar produção de cobre no Canadá
A subsidiária Vale Base Metals anunciou uma parceria com a suíça Glencore para produção conjunta de reservas de cobre no Canadá. O acordo fortalece a estratégia da companhia de ampliar sua presença no mercado do mineral, considerado essencial para a transição energética. A Vale já possui projetos de expansão em andamento, como o Bacaba, em Canaã dos Carajás, e planeja quase dobrar sua produção anual de cobre para 700 mil toneladas até 2035, integrando novos ativos e reduzindo custos operacionais.

Em 2026, Vale investirá US$ 2,6 bilhões em descaracterização e indenizações
A Vale prevê US$ 2,6 bilhões em 2026 para ações ligadas aos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, incluindo descaracterização de estruturas, indenizações, reparação, compensação e outras despesas associadas. Esses aportes devem recuar para US$ 1,9 bilhão em 2027, US$ 1,3 bilhão em 2028, US$ 1,5 bilhão em 2029 e US$ 800 milhões em 2030.

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