A sessão ordinária da Câmara Municipal de Ananindeua, realizada na manhã desta terça-feira (2), foi marcada por confusão, troca de acusações entre vereadores e intervenção da Guarda Municipal. O episódio ocorreu durante um protesto de mães atípicas que cobravam melhorias no atendimento de saúde destinado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município.
Desde o início da sessão, o clima era de tensão na Casa Legislativa. As manifestantes ocupavam a galeria e denunciavam a falta de medicamentos, a demora na realização de consultas especializadas e dificuldades no acesso aos serviços da rede municipal de saúde.
Diante das manifestações, o presidente da Câmara chegou a suspender temporariamente os trabalhos, alegando interrupção da sessão. Foi nesse contexto que teve início o desentendimento envolvendo parlamentares.
Segundo relatos de pessoas que acompanhavam a sessão, o vereador Alexandre Silva (PDT), integrante da oposição ao governo municipal, aproximou-se do grupo de mães após perceber que uma mulher ligada a aliados políticos da gestão do prefeito Hugo Atayde (PSDB) estaria debochando das manifestantes. O parlamentar teria exigido que ela deixasse o local, iniciando uma discussão.
Durante o bate-boca, o vereador Alexandre Gomes (PSB) entrou na discussão. Testemunhas afirmam que os ânimos se exaltaram rapidamente e que Gomes teria avançado em direção a Alexandre Silva, provocando um princípio de confronto físico. A situação só foi controlada após a intervenção da Guarda Municipal e de servidores da Câmara.
Mesmo com a contenção, a tensão continuou. Ao deixar o plenário, Alexandre Gomes acusou Alexandre Silva de ter agredido a mulher envolvida na discussão. A acusação elevou ainda mais a repercussão do episódio entre os presentes e passou a dominar parte dos debates da sessão.
Enquanto a confusão entre os vereadores ganhava destaque, as mães atípicas mantinham as cobranças por melhorias na saúde pública. Muitas se emocionaram ao relatar as dificuldades enfrentadas diariamente para garantir consultas, terapias e medicamentos aos filhos.
Apesar do tumulto, o grupo afirmou que continuará mobilizado em busca de respostas do poder público municipal. As manifestantes defendem a ampliação e o fortalecimento da rede de atendimento voltada às crianças autistas e cobram medidas concretas para assegurar o acesso ao tratamento adequado.
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