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Radar da Mineração - Capítulo 3

Canaã sustentável, Vale em debate e o Pará abrindo caminhos na mineração global. Confira a edição

Radar da Mineração - Capítulo 3
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Nesta edição do Radar da Mineração, os debates da COP30 colocam o Pará no centro das discussões sobre o futuro da mineração e do desenvolvimento sustentável. Canaã dos Carajás se destaca como exemplo de cidade que transforma a renda mineral em qualidade de vida e inovação ambiental, enquanto o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, critica a Vale e reacende o debate sobre justiça social no setor. A própria mineradora busca novos mercados, com foco na Índia, diante das disputas comerciais com a China. Já a Agência Nacional de Mineração (ANM) defende o papel estratégico do Pará e da mineração na transição energética e na agenda climática global.

Canaã dos Carajás: da mineração ao desenvolvimento sustentável

“Crescemos com o minério, mas nosso legado é para as pessoas.” A frase da prefeita Josemira Gadelha, durante painel na COP30, resume o novo momento de Canaã dos Carajás, uma cidade que se consolida como exemplo de desenvolvimento minerador aliado à sustentabilidade, à inovação e à qualidade de vida.

Apresentado na Green Zone da COP30, o caso de Canaã mostra como o município transforma a CFEM em investimentos em infraestrutura verde, mobilidade sustentável, arborização urbana e inclusão social, em sintonia com o ODS 11 (Cidades Sustentáveis).

Referência regional, Canaã dos Carajás reafirma que a mineração pode ser um vetor de um futuro de baixo carbono e alto impacto humano positivo.

Críticas à Vale marcam debates sobre mineração na COP30

Durante a COP30, em Belém, o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, fez duras críticas à Vale S.A., afirmando que a mineradora “é uma mentira” e que deve R$ 10 bilhões ao município. Segundo ele, a empresa prioriza o lucro e não demonstra compromisso com as comunidades afetadas pela extração mineral.

As declarações, que repercutiram nacionalmente nos últimos dias, reacenderam o debate sobre os impactos sociais e econômicos da mineração no Pará, especialmente em cidades que convivem com grandes empreendimentos. O episódio reforçou a necessidade de discutir responsabilidade social, transparência e justiça territorial no setor mineral.

Vale mira novos mercados como a Índia em meio à disputa sobre preço na China

A Vale está ampliando sua presença global diante da queda nas margens e da disputa com siderúrgicas chinesas sobre o preço do minério de ferro. Embora a China ainda responda por cerca de metade da receita, a mineradora brasileira acelera a diversificação de destinos e aposta fortemente na Índia, além de países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio.

Com planos ambiciosos de dobrar a produção de aço nos próximos anos, a Índia surge como uma das maiores oportunidades para a Vale, que estuda novas parcerias e unidades de mistura de minério (“blendagem”) no país.

Enquanto isso, a China deve manter a produção anual próxima de 1 bilhão de toneladas de aço, com tendência de leve queda no médio prazo, cenário que reforça a necessidade de novos mercados e consolida a estratégia global da Vale de buscar equilíbrio entre volume, rentabilidade e sustentabilidade.

ANM defende que mineração é essencial para solução climática e destaca o Pará como polo estratégico

Durante a COP30, o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), José Fernando Gomes, afirmou que a mineração é parte da solução para a crise climática e destacou o Pará como território estratégico do setor.

Segundo ele, minerais como lítio, nióbio, cobre e terras raras são fundamentais para a transição energética e a descarbonização industrial. Gomes defendeu uma mineração rastreável, transparente e socialmente responsável, alinhada aos critérios de ESG.

O Pará, referência nacional na produção de cobre, manganês e níquel, simboliza o potencial de integração entre mineração, bioeconomia e transição energética.

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Eric Vaccaro

Publicado por:

Eric Vaccaro

Eric é repórter, redator e estudante de Jornalismo, com atuação voltada à cobertura local na região de Carajás.

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