Notícias do Pará, Tocantins e Maranhão | Gazeta Carajás

MENU

Notícias / Economia

Exportações do Pará para os EUA caem 30% no 1º semestre de 2026, aponta FIEPA

Nota técnica mostra retração nas vendas ao mercado americano, mas destaca que produtos estratégicos, como o açaí, seguem isentos das novas tarifas

Exportações do Pará para os EUA caem 30% no 1º semestre de 2026, aponta FIEPA
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

As exportações do Pará para os Estados Unidos registraram uma forte queda no primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) e do Observatório da Indústria, mostram que as vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 416,7 milhões entre janeiro e junho deste ano, uma redução de 29,9% em comparação com o mesmo período de 2025, quando alcançaram US$ 594,9 milhões.

A nota técnica destaca que, embora o recuo coincida com o anúncio das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, não é possível atribuir a queda exclusivamente às medidas adotadas pelo governo norte-americano. Segundo a FIEPA, oscilações semelhantes já foram observadas em anos anteriores, indicando que outros fatores econômicos também influenciam o desempenho das exportações paraenses.

Enquanto as exportações diminuíram, as importações de produtos norte-americanos cresceram 26,6%, passando de US$ 466,3 milhões para US$ 590,2 milhões. Com isso, a balança comercial entre o Pará e os Estados Unidos saiu de um superávit de US$ 128,6 milhões no primeiro semestre de 2025 para um déficit de US$ 173,5 milhões no mesmo período deste ano.

Apesar da retração nas exportações, a FIEPA avalia que parte importante da pauta exportadora do estado continua protegida das novas tarifas. Produtos como açaí, pescados, crustáceos, ferro-gusa, aço e carne bovina permaneceram isentos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos. No caso do açaí, a isenção foi incluída de forma explícita pelo governo americano, sob a justificativa de que o produto não possui oferta suficiente para atender à demanda interna do país.

Para a Federação, o cenário exige cautela, mas não altera a importância do mercado norte-americano para a economia paraense. A entidade afirma que continuará monitorando os efeitos do tarifaço e acompanhando as negociações entre Brasil e Estados Unidos para reduzir impactos sobre a indústria e os exportadores do estado.

Créditos (Imagem de capa): Alex Carvalho - presidente da Fiepa

Comentários:

Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!