Apesar da nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras, uma boa notícia chegou para a economia paraense: o açaí e a castanha-do-pará escaparam da medida. Os dois produtos, símbolos da Amazônia e importantes para as exportações do estado, aparecem na lista de exceções divulgada pelo governo americano.
A sobretaxa passa a valer a partir de 22 de julho e faz parte de um pacote adotado pelo governo do presidente Donald Trump após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Mesmo com a medida, Washington decidiu preservar uma série de produtos considerados estratégicos para o abastecimento da economia americana.
Entre os alimentos que ficaram de fora do tarifaço estão o açaí, em diferentes apresentações, como fruto, polpa e sucos, além da castanha-do-pará, café, frutas tropicais, água de coco e outros itens agrícolas. A decisão evita impactos imediatos sobre cadeias produtivas que dependem das exportações brasileiras.
No Pará, a notícia é recebida com alívio. O estado é um dos maiores produtores de açaí e castanha do país e tem nos Estados Unidos um dos principais mercados consumidores desses produtos. Além disso, o petróleo paraense também foi incluído na lista de isenções, preservando outro importante segmento da pauta de exportações.
Mesmo com essas exceções, o cenário ainda preocupa o setor produtivo. Dados do comércio exterior mostram que as exportações do Pará para os Estados Unidos caíram cerca de 30% no primeiro semestre de 2026, somando US$ 416,7 milhões. A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) avalia que o tarifaço pode afetar diversos setores e defende a retomada das negociações entre os dois países para reduzir os impactos sobre a economia brasileira.
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