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Após mais de oito anos de tramitação na Justiça, Karina Gomes da Silva foi absolvida pelo Tribunal do Júri em sessão realizada na segunda-feira (18), no município de Jacundá, a cerca de 100 km de Marabá, no sudeste do Pará. O Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e reconheceu a legítima defesa, encerrando o caso com a absolvição da ré.
Karina respondia pela morte de seu companheiro, Emanuel Ribeiro Silva, que morreu em decorrência de queimaduras após o episódio. Durante o julgamento, a defesa sustentou que a acusada era vítima de agressões físicas e psicológicas constantes e que teria reagido para proteger a própria vida, diante de uma situação de violência contínua.
Os advogados de defesa argumentaram em plenário que a ação ocorreu como forma de repelir uma agressão e evitar que Karina se tornasse vítima de feminicídio. O caso foi julgado em um contexto de forte comoção social na comarca, que recentemente registrou outro caso de feminicídio envolvendo morte por queimaduras.
O Ministério Público, por sua vez, havia inicialmente denunciado a ré por homicídio qualificado, mas durante o processo alterou a tipificação para lesão corporal seguida de morte e pediu a condenação. Ainda assim, os jurados entenderam que a conduta estava amparada pela excludente de ilicitude da legítima defesa.
Com a decisão do Tribunal do Júri, Karina Gomes da Silva foi absolvida e recupera plenamente seus direitos civis. Ela permaneceu presa preventivamente e em prisão domiciliar por mais de quatro anos ao longo do andamento da ação penal, iniciada em 2018.
Publicado por:
Giovanna Noláscio
Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e firmeza...
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