Uma mulher de 92 anos morreu após ser atacada por uma cobra da espécie jararaca em uma fazenda localizada no município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó, no Pará. A morte foi confirmada na última quinta-feira (14), após quatro dias de internação.
A vítima foi identificada como Cristina Figueira. Segundo informações preliminares, ela foi picada pela serpente na segunda-feira (11), na região da cabeça, considerada uma área de alto risco devido à rápida circulação do veneno pelo organismo.
Após o ataque, Cristina recebeu os primeiros atendimentos no Hospital Municipal Doutor Almir Gabriel, em Salvaterra. Devido à gravidade do quadro clínico, a idosa precisou ser transferida para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu.
Familiares da vítima mataram a cobra após o incidente, temendo novos ataques na propriedade rural.
Casos envolvendo animais peçonhentos são frequentes em áreas rurais da Amazônia, especialmente durante períodos de maior atividade das serpentes. Especialistas orientam que, em situações de picada, a vítima seja levada imediatamente para atendimento médico e que sejam evitados procedimentos caseiros, como torniquetes, cortes ou sucção do veneno, práticas que podem agravar o quadro clínico.
A jararaca é uma das serpentes mais comuns e perigosas do Brasil, responsável pela maioria dos acidentes com cobras peçonhentas registrados no país.
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