Uma operação policial mobilizou equipes em diversos bairros de Ananindeua e Belém para cumprir mandados contra um grupo investigado por roubos seguidos de violência sexual contra mulheres na Região Metropolitana de Belém.
Durante as diligências, os agentes chegaram à residência de Charles Mesquita, no bairro Distrito Industrial. Segundo a polícia, ele é apontado como um dos integrantes da quadrilha investigada. As investigações tiveram início no ano passado, após duas vítimas procurarem a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher para denunciar os crimes. A partir dos relatos, a Polícia Civil instaurou inquéritos e montou uma força-tarefa para identificar e localizar todos os envolvidos.
De acordo com a delegada Sawana Fontes, as apurações revelaram que o grupo agia de forma organizada e escolhia as vítimas principalmente no período da noite. Conforme as investigações, os suspeitos abordavam mulheres que saíam de bares e casas de shows. Em vários casos, eles se aproveitavam do estado de vulnerabilidade das vítimas, embora o padrão de atuação não tenha sido o mesmo em todas as ocorrências.
Até o momento, sete mulheres já foram ouvidas. A polícia, no entanto, acredita que o número de vítimas possa ser maior.
Segundo as apurações, as vítimas eram levadas para a Passagem Coimbra, no bairro Coqueiro, área com pouca circulação de pessoas. Em outras situações, os crimes teriam ocorrido nas proximidades do Canal Água Cristal, no bairro Marambaia, também considerado de baixa movimentação.
Além da prisão de Charles Mesquita, a polícia segue à procura de José Adelson, que está foragido. Outros dois suspeitos, identificados como Márcio Luan e Max da Silva, foram localizados na Travessa WE-64, no bairro Cidade Nova, também em Ananindeua. De acordo com a polícia, eles reagiram à abordagem e houve confronto. Ambos morreram.
A delegada destacou ainda o abalo psicológico provocado nas vítimas e informou que elas estão recebendo acompanhamento especializado. Caso novas vítimas sejam identificadas, as investigações poderão resultar em novos indiciamentos e prisões.
Informações sobre o paradeiro de José Adelson podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181.
Comentários: