Hoje de manhã se eu soubesse que você partiria, não teria mandado mensagem de bom dia no grupo de trabalho e para as outras pessoas com quem falei logo cedo.
Um tio, um amigo, uma alma nobre partiu para outro plano. Nos deixando com uma saudade cortante.
Cresci ouvindo não só meu pai, mas muitos outros dizerem coisas do tipo: “Quem não gosta do Jaimão, não presta”, “não tem pessoa no mundo como o Jaimão, sem maldade pra nada.” E hoje, vi no rosto do meu amado pai, uma dor grande pela partida desse irmão e grande amigo de toda vida.
Quem conheceu o tio Jaime sabe que não é possível que alguém tenha qualquer dificuldade de se relacionar com ele. Ele sempre foi agradável, respeitador, carinhoso, atencioso com todos. Todos mesmo, até aquelas pessoas indigestas. Ele tem muito a quem puxar o acolhimento que oferecia para o próximo, sempre teve as melhores referencias próximo a ele. Minha vó, seus irmãos, meu pai (seu irmão mais velho e maior fã), meus tios, meus primos – sempre tivemos esse seio familiar para compartilhar e dividir as alegrias e tristezas da vida.
Quando surgiu a notícia de que ele estava doente, sempre fomos esperançosos quanto à sua boa recuperação.
É doído dizer, mas você se foi. E nunca, ninguém poderá desfazer das nossas mentes e nossos corações a sua lembrança, com todo registro pessoal que só você tem meu tio. Amor, carinho, fé, companheirismo e bondade.
A pessoa que mais brincava com as crianças era você, tio Jaime.
Quem para de dar atenção aos adultos para dar atenção às brincadeiras das crianças?
– Você, meu tio.
Obrigada, tio Jaime.
Te amamos pra sempre.
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