O ex-prefeito de Bom Jesus do Tocantins, Joãozinho Rocha, concedeu entrevista exclusiva à Gazeta Carajás e comentou, pela primeira vez de forma mais ampla, o atual cenário político do município, sua relação com o prefeito Jeilson Reis, seu sucessor nas eleições de 2024, e as especulações sobre um rompimento entre os dois.
Sem entrar em confrontos diretos, Joãozinho adotou um tom cauteloso ao responder às perguntas da reportagem. Ele evitou avaliar a gestão do atual prefeito, disse que prefere não discutir possíveis desentendimentos políticos e afirmou que "o respeito pelas pessoas deve permanecer".
O ex-prefeito também falou sobre a transição de governo, garantiu que deixou todas as informações necessárias para a nova administração e revelou quem serão seus candidatos nas eleições de 2026.
Por fim, Joãozinho respondeu ainda à pergunta que toda Bom Jesus se faz: ele será candidato em 2028?
Confira a entrevista na íntegra:
GC: Como o senhor avalia o cenário político de Bom Jesus do Tocantins hoje? Na sua visão, quais são os principais desafios enfrentados pelo município?
JR: Ainda é muito cedo para fazer uma avaliação definitiva do cenário político. As ações que estão sendo tomadas agora é que vão definir os rumos do município. Os desafios não são apenas de Bom Jesus do Tocantins, mas de todo o Brasil. Vivemos um momento de dificuldades econômicas e financeiras, e ajustes de gestão são necessários para garantir equilíbrio e desenvolvimento.
GC: Qual é a sua avaliação da gestão do prefeito Jeilson Reis?
JR: Prefiro deixar essa avaliação para a população, que acompanha de perto o trabalho da administração e saberá fazer seu julgamento.
GC: Quando deixou a Prefeitura, em que condições o senhor entregou o município para a nova gestão? Como estavam as finanças, as obras e os principais indicadores da administração?
JR: O processo de transição foi realizado com a maior transparência possível, garantindo todas as informações necessárias para que a nova gestão pudesse dar continuidade ao trabalho.
GC: Como está a sua relação pessoal e política com o prefeito Jeilson Reis? Ainda existe diálogo entre vocês?
JR: Obviamente que não é a mesma mais a cordialidade sempre deve existir. Moramos na mesma cidade, e fui educado para respeitar e conversar com todas as pessoas, independentemente das diferenças políticas.
GC: Houve um rompimento entre o senhor e Jeilson. O senhor se sente traído politicamente?
JR: Prefiro não alimentar esse tipo de discussão. A política passa, mas o respeito pelas pessoas deve permanecer.
GC: O senhor se arrepende de ter escolhido e apoiado Jeilson Reis como seu sucessor? Se pudesse voltar no tempo, teria a mesma decisão?
JR: Na vida, tudo tem um propósito. Cumpri meu compromisso e honrei minha palavra. Não é possível voltar no tempo; fiz aquilo que considerei correto naquele momento, em respeito ao compromisso que assumi.
GC: Eu sei que há pessoas que pedem a sua volta à Prefeitura. Quem está ao seu lado hoje?
JR: Tenho o apoio de muitos cidadãos e acredito que a sociedade reconhece o trabalho que realizamos. Isso é motivo de gratidão e me fortalece.
GC: Em 2026, o senhor já definiu quem apoiará para deputado estadual, deputado federal e senador?
JR: Sim. Meu apoio é para Nay, para deputado estadual; Keniston Braga, para deputado federal; para o Senado, Celso e Helder.
GC: O senhor vai disputar novamente a Prefeitura de Bom Jesus do Tocantins em 2028?
JR: No momento, prefiro não responder a essa pergunta. Ainda é muito cedo para tratar da eleição de 2028. Meu foco agora está na campanha de deputados e senadores e também no meu novo projeto profissional, com a abertura do meu escritório de contabilidade, que exige dedicação. Cada coisa tem seu tempo. No momento oportuno, farei essa avaliação com responsabilidade e respeito à população de Bom Jesus do Tocantins.
Comentários: