A delegada da Polícia Federal e pré-candidata a deputada federal Érika Sabino (MDB) participou, nesta semana, do programa Égua do Podcast. Durante a entrevista, ela falou sobre sua trajetória no serviço público, sua experiência em investigações na Polícia Federal e seu posicionamento sobre temas como política, proteção de crianças e adolescentes e violência sexual.

Trajetória

Durante a entrevista, Érika relembrou o início de sua trajetória e afirmou que a política faz parte de sua vida desde a infância. Filha de Antonio Armando, ex-prefeito de Marituba, ela contou que cresceu acompanhando a atuação do pai na vida pública: "Quando eu tinha quatro anos de idade, meu pai já era político. Eu sou de Marituba, então não foi do nada", afirmou.

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Apesar da influência familiar, Érika destacou que construiu sua carreira por meio de concursos públicos e disse que a experiência na Polícia Federal foi decisiva para decidir ingressar na política, declarando: "Estou na política por opção e vontade de mudar aquilo que eu vi na Polícia Federal". Segundo ela, a atuação em investigações de crimes contra crianças e adolescentes despertou o propósito de defender a proteção à infância por meio da atividade legislativa.

Mulheres na política

Érika também falou sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na política e afirmou que ainda convive com cobranças que, segundo ela, não são feitas aos homens: "Ser mulher e fazer política no Brasil, no estado do Pará, é difícil", disse. A pré-candidata afirmou que recebe com frequência comentários sobre sua postura e aparência, ressaltando que esse tipo de cobrança não ocorre com candidatos homens.

"Eu percebo que isso não existe com homem, mas comigo praticamente toda semana eu recebo um comentário desse", desabafou a pré-candidata. Segundo ela, o desafio é ainda maior para quem busca fazer política com foco em propostas e causas: "Ser mulher e fazer política de um jeito diferente... é ainda mais difícil".

Hana Ghassan

Ao comentar o cenário político para as eleições de 2026, Érika também manifestou apoio à pré-candidatura da vice-governadora Hana Ghassan ao Governo do Pará, afirmando que o apoio não está relacionado ao fato de Hana ser mulher, mas sim à sua capacidade de gestão. Ela defendeu que a escolha deve se basear em competência: "Eu não acho que a pessoa tem que votar numa outra mulher porque ela é mulher. Ela tem que votar numa mulher porque aquela mulher é técnica, porque aquela mulher é coerente, porque aquela mulher é reta, honesta, porque aquela mulher tem propósito".

A pré-candidata também criticou comparações que, segundo ela, diminuem a trajetória política da vice-governadora, afirmando: "Eu não gosto da fala de que a Hana é a extensão do Helder, porque eu acho que isso diminui a governadora Hana. A Hana é muito além disso. Ela tem uma história que a antecede".

Por fim, Érika afirmou acreditar que Hana manterá as obras estruturantes do estado e, ao mesmo tempo, dará atenção às pautas sociais: "Ela vai continuar cuidando da estrutura, da pavimentação, das PAs, mas também é a mulher do detalhe, que vai cuidar das mulheres, das crianças e das famílias".