O deputado federal Celso Sabino (PDT) vive um momento de limbo político em sua caminhada para o Senado. Ainda aparece em segundo lugar nas pesquisas, mas o que fazer para manter isso? Terá Celso o mesmo prestígio que tinha ao encerrar sua trajetória no Ministério do Turismo? E como está a sua relação com municípios, tendo em vista que ele não é o favorito de Helder para essa disputa?
Bom, até onde se sabe, Celso está bem com os municípios do Pará. Sua relação com prefeitos é boa, tem alianças consolidadas e tem moral com a maior parte dos gestores – até mesmo como aqueles que não o apoiam diretamente. Porém, será isso o bastante?
Desde que deixou o Ministério, em dezembro passado, Sabino perdeu parte relevante da força política que possuía. Como ministro, tinha poder de fogo para ajudar muito mais os municípios e poderia ter ficado no cargo por mais quatro meses, tempo que seria fundamental para alcançar mais pessoas.
Hoje, tem o reconhecimento, a gratidão, mas isso é suficiente na política? Até onde vai a gratidão por serviços prestados?
Sabino continua a atuar como deputado, ajuda a quem o procura, mas está longe de ter a força de quando era ministro.
Há ainda fatores que tornam a sua caminhada ainda mais difícil: Helder Barbalho já tem uma das vagas ao Senado assegurada e com votação que tende a ser recorde. Sobra somente uma vaga e Helder articula para que Chicão vença essa corrida. Com a força política de Helder e o poder do estado, fica difícil para Sabino.
Apesar de tudo isso, as chances de Celso continuam boas, é possível que chegue forte na eleição. Porém, neste momento, novas alianças, caminhadas pelo estado e muito gogó serão mais necessários do que nunca.
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