Uma decisão da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) determinou a proibição do cultivo de algodão transgênico em 68 municípios do Maranhão. A medida foi oficializada por meio de despacho publicado no dia 17 de março e já está em vigor.
O objetivo é criar áreas de restrição para impedir o cruzamento entre plantas geneticamente modificadas e variedades nativas do algodão, preservando a diversidade genética da espécie no estado.
Na prática, fica proibido o plantio do algodoeiro herbáceo transgênico — por sementes ou caroços — em regiões consideradas ambientalmente sensíveis. Entre os municípios atingidos estão Itinga do Maranhão, Buriticupu e Santa Inês, além de diversas cidades da região norte maranhense.
Segundo a CTNBio, existe o risco de que o contato entre o algodão modificado e espécies naturais provoque alterações genéticas irreversíveis, comprometendo o equilíbrio das variedades existentes.
A decisão tem como base estudos técnicos acumulados ao longo dos anos, incluindo pesquisas recentes da Embrapa Algodão, que identificaram áreas com maior vulnerabilidade à contaminação.
Com a nova regra, produtores rurais dessas localidades devem seguir as determinações do órgão federal e ficam impedidos de cultivar esse tipo de algodão nas áreas delimitadas.
Municípios afetados
A restrição abrange cidades como Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Anajatuba, Arari, Bacuri, Bequimão, Bom Jardim, Buriticupu, Carutapera, Cedral, Centro Novo do Maranhão, Cururupu, Governador Nunes Freire, Itinga do Maranhão, Maracaçumé, Nova Olinda do Maranhão, Penalva, Pinheiro, Pio XII, Santa Helena, Santa Inês, Santa Luzia, São Bento, São João do Caru, Turiaçu, Viana, Zé Doca, entre outros municípios maranhenses.
Fonte/Créditos: G1
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