A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) revogou a suspensão cautelar aplicada à advogada Luanna de Sousa Alves, investigada no caso que ficou conhecido nacionalmente como “Prompt Injection”, envolvendo a suposta inserção de comandos ocultos para manipular ferramentas de inteligência artificial em um processo trabalhista em Parauapebas.
A decisão foi assinada pelo presidente da OAB-PA, Sávio Barreto Lacerda Lima, no último dia 26 de maio, após a defesa apresentar uma certidão oficial emitida pela Secretaria da 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas. O documento teve como base uma análise técnica realizada pela Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região.
Segundo a auditoria, não foi identificado qualquer registro de que a advogada tenha realizado inserções, alterações ou exclusões de informações no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) relacionado à ação trabalhista investigada. Diante da conclusão técnica, a OAB-PA entendeu que não havia mais fundamento para manter a medida cautelar, restabelecendo imediatamente o exercício profissional de Luanna.
Apesar da revogação da suspensão, a entidade informou que o procedimento disciplinar segue em andamento no Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que continuará apurando eventual participação extrajudicial da advogada nos fatos investigados.
Advogada fala em alívio e critica exposição pública
Após a decisão, Luanna divulgou uma nota à imprensa na sexta-feira (29), afirmando receber a notícia com alívio e destacando que a análise técnica comprovou sua ausência de participação nos atos investigados.
“Recebo a decisão com um profundo sentimento de alívio, sabendo que a justiça finalmente foi feita e que a verdade técnica veio à tona de forma incontestável”, declarou.
A advogada também lamentou os impactos causados pela repercussão do caso. Segundo ela, a ampla divulgação de seu nome e imagem antes da conclusão das investigações provocou danos à sua reputação.
“É impossível não manifestar uma enorme tristeza pelo imenso prejuízo reputacional sofrido. Inúmeros veículos de mídia divulgaram massivamente a minha imagem, rotulando-me precocemente como uma advogada que tentou fraudar o Poder Judiciário. O linchamento virtual e a exposição pública deixam marcas profundas”, afirmou.
Luanna concluiu a nota dizendo que seguirá sua atuação profissional “de cabeça erguida”, confiante no restabelecimento de sua honra perante a sociedade e a comunidade jurídica.
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