O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou, nesta quinta-feira (11), Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues, de 36 anos. O crime ocorreu em março de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz, no Maranhão.
De acordo com as investigações, o réu não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a vítima. Após descobrir o endereço onde ela morava, alugou um imóvel no mesmo condomínio utilizando uma identidade falsa e passou a monitorar sua rotina.
No dia do crime, Eliezio aguardou Marcilene retornar do trabalho e a atacou com um golpe de faca na garganta. A vítima morreu ainda no local.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Carlos Róstão, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e condenaram o acusado por feminicídio.
Foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emboscada, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e asfixia, fatores que contribuíram para o aumento da pena.
As investigações também revelaram que Marcilene já havia sofrido outras tentativas de feminicídio quando vivia com o réu na cidade de Colinas. Em duas ocasiões, segundo a apuração, Eliezio teria contratado um pistoleiro para matar a ex-companheira.
Temendo novas agressões, a vítima deixou Colinas e buscou abrigo na Casa da Mulher Maranhense, em Imperatriz. Após deixar a instituição, passou a morar em uma quitinete, mas continuou sendo perseguida pelo ex-companheiro.
O caso foi investigado pela Polícia Civil como feminicídio e ganhou grande repercussão devido ao histórico de violência sofrido pela vítima antes do assassinato.
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