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EXCLUSIVO: Victor Almeida chora e diz que foi abusado duas vezes pelo tio, o Português do Espetinho

Victor de Barros Almeida está sendo julgado neste momento, alega surto psicótico e diz que matou o tio por conta de abusos sexuais. Promotoria diz que fala tem objetivo de confundir o júri e colocar réu como vítima

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Está em andamento, neste momento, o julgamento de Victor de Barros Almeida, de 23 anos, acusado de matar o próprio tio, Eurípedes Silva Monteiro Enes, o Português do Espetinho, em 2022. O crime ocorreu enquanto a vítima dormia e foi cometido com golpes de faca.

Durante o depoimento no Tribunal do Júri, Victor fez uma revelação inédita: afirmou que teria sido vítima de abusos cometidos pelo tio quando tinha 13 anos. A declaração foi feita pela primeira vez em plenário. Magro e emocionado, o réu chorou diversas vezes enquanto relatava os episódios.

Segundo o depoimento, o primeiro episódio teria ocorrido logo após a família chegar ao Brasil em 2015. Na ocasião, a tia pediu que Victor fosse até o andar superior da residência. De acordo com o relato, o tio o imobilizou e praticou atos de natureza sexual sem consentimento.

O segundo episódio, ainda conforme o depoimento, aconteceu durante um período de mudança. Victor contou que o tio ficou irritado por não ter sido atendido em uma tarefa e, estando os dois sozinhos, voltou a cometer atos abusivos.

Victor afirmou que não denunciou os fatos na época, alegando vergonha e medo. Disse ainda que só conseguiu falar sobre o assunto anos depois, após o crime, durante atendimento com a psicóloga da unidade prisional onde está custodiado.

Em plenário, o réu declarou que se arrepende do homicídio e reconhece a gravidade do ato. Segundo ele, os abusos ocorreram quando ainda era adolescente e, se a situação acontecesse hoje, buscaria ajuda psicológica e apoio institucional, em vez de agir com violência.

De acordo com ele, ele teria agido com violência em um surto psicótico. Ele estava nu no momento do crime, afirmou, por conta desses abusos.

A Promotoria do caso afirmou que o depoimento de Victor é uma tentativa de confundir o júri popular. O réu, afirmou a promotoria, está se colocando como vítima, mas, na verdade, ele é quem está sendo julgado e não o senhor Eurípedes.

Reportagem: Kleysykennyson Carneiro e Giovanna Noláscio

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