A Vale anunciou nesta quarta-feira (12) que enviou ontem ao governo uma nova proposta de acordo para compensar os danos causados pelo rompimento da barragem em Mariana, em Minas Gerais.
Junto com a BHP Brasil e a Samarco, as mineradoras se propuseram a pagar R$ 140 bilhões pela tragédia.
Desse total, apenas R$ 107 bilhões seriam considerados dinheiro novo, de acordo com fato relevante enviado à CVM. Isso porque o montante total considera cerca de R$ 37 bilhões em valores já investidos em reparação e compensação.
Já a cifra a ser paga inclui um depósito em dinheiro de R$ 82 bilhões, que poderá ser desembolsado em 20 anos ao Governo Federal, aos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e aos municípios — isto é, com um prazo maior do que o proposto pela União anteriormente.
Além disso, as empresas se comprometeram com uma parcela de R$ 21 bilhões em obrigações a fazer.
Caso a Samarco não consiga financiar a quantia como devedora primária, a Vale e a BHP se comprometeram a contribuir com o valor restante como devedores secundários.
Segundo o comunicado, as empresas buscam a “liquidação definitiva” das obrigações previstas no Termo de Compromisso (TTAC) relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco.
Como um dos acionistas da Samarco, a Vale informa que reafirma seu compromisso com ações de reparação e compensação relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão da Samarco, e a Nova Proposta é um esforço para chegar a uma resolução mutuamente benéfica para todas as partes, especialmente para as pessoas, comunidades e meio ambiente impactados, ao mesmo tempo que cria definição e segurança jurídica para as Companhias.
Canaã dos Carajás
A mineradora australiana BHP Billiton, considerada uma das maiores mineradoras do mundo, atualmente possui prédio sede no município de Canaã dos Carajás, e tem investido na mineração da região, tendo chances reais de rivalizar com a Vale.
Em 2022, a empresa BHP comprou a Oz Minerals, mineradora de cobre que operava no município, com objetivo de se apropriar do mercado de minerais do futuro, como o cobre, para atender à descarbonização da economia global nas próximas décadas.
Fonte/Créditos: Brasil Mineral, Seu Dinheiro, Agência Brasil
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