Nos bastidores, uma queda de braço política entre a mineradora Vale e o governo federal, de Lula, está trazendo danos econômicos a Canaã dos Carajás e Ourilândia do Norte. Os dois municípios do sudeste do Pará abrigam, respectivamente, os projetos Sossego e Onça Puma, que estão com suas licenças de operação suspensas pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará (Semas).
Informações de bastidores dão conta de que o governo federal tenta intervir na Vale. A busca é pela presidência do Conselho Administrativo da mineradora. Por razões óbvias, a mineradora resista às intervenções, o que tem causado desentendimentos entre as partes.
No Pará, a Semas entendeu que a Vale não está cumprindo condicionantes para que os projetos minerais possam ser executados. Do outro lado, a empresa entende o contrário, que as condicionantes estão sendo cumpridas. Diante disso, o imbróglio jurídico e político fica cada vez mais evidente.
Em Ourilândia, informações não confirmadas, dão conta de que o prefeito, dr. Júlio César, está engajado na batalha pela regularização da licença do projeto Onça Puma. A atitude do prefeito mostra preocupação de sua parte, tendo em vista que o projeto gera milhares de empregos no município.
Em Canaã dos Carajás, o projeto Sossego está impedido de operar há quase um mês. Desde então, a prefeita Josemira Gadelha não falou sobre o assunto e adota postura neutra diante da situação.
A Vale anunciou na última semana que, até dezembro deste ano, anunciará o novo presidente da companhia. Não se sabe, porém, se o novo gestor será o indicado do governo federal.
Juntos, Onça Puma e Sossego empregam cerca de 4 mil trabalhadores.
Créditos (Imagem de capa): Projeto Onça Puma - Ourilândia do Norte
Comentários: