Na madrugada desta quinta-feira, 22 de maio, cerca de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam novamente o trecho da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no quilômetro 08 da estrada Três Voltas, em Parauapebas.
Segundo o MST, a ocupação denuncia os impactos ambientais provocados pela atividade mineradora na região e o avanço do latifúndio, apontando a empresa Vale como uma das principais responsáveis pela degradação ambiental na área de Carajás.
Após cinco meses de diálogo e prazos acordados com o Governo Federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a própria mineradora, os trabalhadores afirmam que decidiram retomar as ações de protesto diante da ausência de respostas concretas às demandas apresentadas.
A Estrada de Ferro Carajás é uma das principais vias de escoamento de minério do país, ligando a região de Carajás ao porto de São Luís (MA). A paralisação do tráfego de trens no trecho ocupado pode impactar diretamente as operações da Vale.
A mobilização ocorre com faixas, bandeiras e palavras de ordem pedindo por reforma agrária. O MST informou que seguirá aberto ao diálogo, mas cobra urgência na solução das pendências que afetam milhares de famílias na região.
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