Na sexta-feira (6), o prefeito de Novo Repartimento, Valdir Lemes, participou de um ato em defesa da cadeia produtiva do cacau no Pará. A manifestação mobilizou produtores rurais de diversos municípios cacaueiros, como Medicilândia, Novo Repartimento, Altamira, entre outros, com o objetivo de chamar a atenção para a atual crise enfrentada pelo setor cacaueiro no estado, em protesto contra os baixos preços pagos pela amêndoa e contra a importação de cacau africano, medida que agrava a desvalorização do produto local e penaliza quem produz no Pará e no Brasil.
Durante o encontro realizado em Medicilândia, Valdir Lemes destacou a importância da união dos produtores diante das dificuldades enfrentadas pelo setor. “Nesse grande encontro com produtores de cacau de todo o eixo da Transamazônica, represento também os produtores de cacau de Novo Repartimento. O produtor consegue, dentro da sua propriedade, melhorar e até aumentar a produção, mas há momentos como este, em que a trovoada cai sobre o produtor rural, e precisamos nos unir, somar forças e defender a nossa causa”, afirmou.
O prefeito também ressaltou o protagonismo da região na produção cacaueira. “Essa é uma região que se destaca, que produz bem e que entrega a melhor amêndoa de cacau. O que estamos vivendo hoje é um desequilíbrio no mercado mundial do cacau, e isso precisa ser corrigido com uma evolução natural do mercado, não com medidas que achatam o preço e colocam o produtor rural em um banho de água fria”, completou.
Segundo Valdir Lemes, o impacto da crise ultrapassa o campo e atinge diretamente os municípios. “Esse cenário nos leva, enquanto governantes e prefeitos, a somar forças nessa luta, porque quando se desestimula a produção, o impacto nas cidades é muito grande”, pontuou.
A produção cacaueira não é algo distante da trajetória do prefeito repartimentense. Sua gestão em Novo Repartimento é reconhecida como uma das mais incentivadoras da atividade no sudeste paraense. Ao longo do governo, diversos investimentos foram realizados para fortalecer o setor, como a distribuição de mudas, a oferta de cursos de qualificação, a criação da Rota Turística do Cacau do Tuerê e a promoção do cacau paraense durante a COP30.
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