A Justiça do Pará determinou o arquivamento do inquérito policial que apurava a morte de Kellen Thaynara Nascimento de Abreu, de 26 anos, ocorrida durante um passeio de lancha na Ilha do Combu, em Belém, em dezembro de 2024. A decisão, tomada em 20 de janeiro de 2026, homologou o pedido do Ministério Público do Estado, que concluiu não haver indícios de crime que justificassem o prosseguimento de uma ação penal.
Segundo as investigações, Kellen entrou no rio de forma espontânea e voluntária, mesmo após alertas sobre a forte correnteza no local. Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram de maneira unânime que não houve empurrão, coação, incentivo ou qualquer desentendimento prévio antes do desaparecimento.
Apesar disso, a família da jovem afirma que irá recorrer da decisão. O advogado responsável pelo caso sustenta que o inquérito não esclareceu de forma aprofundada todas as circunstâncias da morte e deixou falhas relevantes na apuração.
Entre os pontos questionados pela defesa estão a não apreensão dos telefones celulares das pessoas que estavam na embarcação no dia do ocorrido, a negativa do delegado em ouvir novamente os envolvidos e a recusa em realizar uma reprodução simulada dos fatos.
O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por afogamento, sem sinais de violência externa, abuso ou agressão. Exames complementares indicaram a presença de álcool no sangue da vítima, mas não detectaram o uso de drogas ilícitas ou medicamentos.
De acordo com a decisão judicial, o arquivamento do caso tem caráter formal, o que permite a reabertura do inquérito caso surjam novas provas.
Kellen Thaynara Nascimento de Abreu foi encontrada morta na manhã do dia 17 de dezembro de 2024, na região das ilhas de Belém. Ela havia desaparecido na noite anterior, durante um passeio de lancha realizado na segunda-feira (16).
Segundo a Polícia Militar, cinco pessoas que estavam na embarcação procuraram a Delegacia de Polícia Civil de São Brás por volta das 3h da madrugada, relatando que a jovem havia desaparecido após pular no rio por volta das 21h, nas proximidades do flutuante Sabor da Prainha.
Familiares informaram que Kellen estava de folga do trabalho e saiu de casa a convite de amigos. Ainda conforme a PM, o grupo consumia bebidas alcoólicas em um flutuante quando a vítima disse estar com calor e decidiu entrar no rio, sendo vista pela última vez naquele momento.
O corpo de Kellen foi velado no dia 18 de dezembro, em uma barbearia localizada no térreo da casa de familiares, na avenida Rio Solimões, no conjunto Paar, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.
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