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Criminosos investiram R$ 3,5 milhões em ataque a cidade de MT e roubaram R$ 2 mil

Grupo tentou roubar até R$ 60 milhões em ação no estilo “domínio de cidades” em Confresa, mas falhou ao não conseguir violar o cofre da transportadora de valores, segundo a polícia

Criminosos investiram R$ 3,5 milhões em ataque a cidade de MT e roubaram R$ 2 mil
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O ataque à cidade de Confresa, ocorrido em abril de 2023, é considerado pelas autoridades o maior e mais violento crime patrimonial da história de Mato Grosso. Investigações recentes da Segurança Pública apontam que o grupo criminoso investiu mais de R$ 3,5 milhões na operação, mas conseguiu levar apenas cerca de R$ 2 mil, uma quantia irrisória diante da expectativa inicial, que variava entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões.

O alvo principal era uma empresa transportadora de valores, cujo cofre possuía um sistema de segurança avançado. Apesar do uso de explosivos de alta potência e de uma ação altamente coordenada, os criminosos não conseguiram violar o equipamento. Segundo a polícia, a tentativa foi frustrada após a liberação de uma grande quantidade de gás na sala do cofre, o que inviabilizou a continuidade do roubo.

A ação seguiu o modelo conhecido como “domínio de cidades”, uma evolução do chamado “novo cangaço”. Nesse tipo de crime, grupos fortemente armados invadem municípios de pequeno ou médio porte, cercam pontos estratégicos e neutralizam as forças de segurança para garantir tempo suficiente para executar o roubo. Em Confresa, cerca de 30 criminosos participaram diretamente da invasão, embora as investigações indiquem o envolvimento de pelo menos 50 pessoas em toda a estrutura da organização.

Durante o ataque, parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio. Simultaneamente, outros integrantes destruíram veículos e imóveis, instaurando um cenário de pânico entre os moradores. A ofensiva durou mais do que o tempo inicialmente planejado, cerca de 1h40, fator que contribuiu para o fracasso da operação criminosa.

As investigações revelaram que a organização possuía uma estrutura altamente sofisticada, dividida em núcleos responsáveis por comando financeiro, planejamento logístico, execução, apoio em diferentes estados e suporte na fuga, incluindo locação de veículos. A atuação interestadual ficou evidente com o cumprimento de mandados em estados como São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará.

A chamada Operação Pentágono, em sua terceira fase, resultou no cumprimento de 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e no bloqueio de 40 contas bancárias ligadas aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

Ainda em 2023, a fuga dos criminosos desencadeou uma das maiores mobilizações policiais do país, com cerca de 350 agentes atuando principalmente no estado do Tocantins. A operação, que durou quase 40 dias, terminou com 18 suspeitos mortos e outros cinco presos.

O caso expôs o alto nível de organização e investimento dessas quadrilhas, além de reforçar a preocupação das autoridades com a escalada de violência associada ao “domínio de cidades”. Mesmo com planejamento detalhado e grande aporte financeiro, o fracasso na execução demonstrou a eficácia dos sistemas de segurança e a crescente resposta das forças policiais a esse tipo de crime.

Fonte/Créditos: G1

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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