Pela primeira vez na história, o município de Canaã dos Carajás assumiu a liderança de maior produtor de recursos minerais do Brasil.
Em 2024, as empresas atuantes no município de Canaã dos Carajás movimentaram R$ 37,854 bilhões em recursos minerais, ao passo que de Parauapebas foram extraídos R$ 37,283 bilhões. Apenas meio bilhão de reais em operações minerais separaram a Terra Prometida da Capital do Minério.
A vantagem de Canaã sobre Parauapebas deve, de agora por diante, tornar-se constante e mais vigorosa. Parauapebas ainda é o maior produtor de minério de ferro do país, com R$ 37,07 bilhões em 2024, contra R$ 34,321 bilhões de Canaã dos Carajás. A produção de minério de cobre em Canaã resultou em uma vantagem de 3,52 bilhões a sua cesta.
O Pará também emplacou Marabá como o 3º maior produtor de recursos minerais do Brasil, no período de um ano, um desempenho completamente inédito. Maior extrator de minério de cobre do país, Marabá rendeu às mineradoras a somatória de R$ 11,916 bilhões, superando o município mineiro de Conceição do Mato Dentro (R$ 11,27 bilhões), maior produtor de minério de ferro em Minas Gerais.
Confira o ranking dos 10 municípios onde as empresas mineradoras mais produziram minérios no Brasil em 2024:
1º Canaã dos Carajás — R$ 37.854.388.364,19
2º Parauapebas — R$ 37.283.473.585,41
3º Marabá — R$ 11.916.139.217,92
4º Conceição do Mato Dentro (MG) — R$ 11.270.084.449,02
5º Congonhas (MG) — R$ 9.933.087.816,12
6º Itabira (MG) — R$ 9.546.081.518,46
7º Itabirito (MG) — R$ 9.119.234.961,99
8º São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) — R$ 7.759.020.278,12
9º Nova Lima (MG) — R$ 7.619.767.386,55
10º Mariana (MG) — R$ 7.608.806.587,93
Minas Gerais
Em 2019, o Pará chegou ao topo e se tornou o maior estado minerador do Brasil. Ele atravessou a pandemia liderando as estatísticas da Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2020 e 2021, mas perdeu o fôlego nos anos seguintes para o tradicional campeão, Minas Gerais. Ano passado, Minas movimentou R$ 108,264 bilhões em recursos minerais, enquanto o Pará contribuiu com R$ 97,643 bilhões. A vantagem de Minas em relação ao Pará é praticamente a operação extrativa realizada pelo terceiro colocado, o estado de São Paulo, onde foram movimentados R$ 10,338 bilhões.
Mas a geografia pode explicar a liderança de Minas Gerais: o estado tem 853 municípios, e houve atividade mineral rentável em 523 deles, o equivalente a 61% do total. Já no Pará, que possui 144 municípios, a mineração se fez presente em 72 localidades em 2024, exatamente metade do total. Além disso, a atividade mineral paraense é altamente concentrada em apenas três municípios (Canaã, Parauapebas e Marabá), que juntos respondem por 89% das operações do estado.
Vale
Em 2024, a mineradora multinacional Vale movimentou R$ 88,268 bilhões no Pará em extração mineral, 90,4% do total. Desse montante, R$ 37,845 bilhões foram retirados do solo de Canaã dos Carajás; R$ 37,054 bilhões saíram do território de Parauapebas; R$ 11,652 bilhões foram oriundos da província mineral em Marabá; e R$ 1,86 bilhão partiu de Curionópolis.
No Pará, a Vale possui alto valor rentável de produção, ligeiramente diferente do projeto da empresa em Minas Gerais, no valor de R$ 43,912 bilhões, equivalente a menos da metade do projeto paraense.
A atividade financeira da Vale supera empresas de Mineração como Paragominas (R$ 2,183 bilhões), Mineração Rio do Norte (R$ 2,077 bilhões), Alcoa (R$ 1,079 bilhão), Avanco (R$ 664,38 milhões), Imerys (R$ 558,81 milhões), Ligga (R$ 479,73 milhões), Brazauro (R$ 438,28 milhões) e Chapleau (R$ 225,71 milhões).
Fonte/Créditos: Com Blog do Zé Dudu
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