Dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) revelaram que o trabalho escravo contemporâneo segue sendo uma realidade no Brasil. Em 2025, forças-tarefas com participação do órgão resgataram 1.986 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão, durante 196 operações realizadas em todo o país. No Pará, foram 13 operações, que resultaram no resgate de 48 trabalhadores no sudeste e do sudoeste do estado.
A atuação do MPT resultou ainda na assinatura de 228 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs)em nível nacional, sendo 21 no Pará, além do ajuizamento de 11 ações civis públicas. Em indenizações, foram assegurados cerca de R$ 7,88 milhões por danos morais individuais e R$ 5,37 milhões por danos morais coletivos. No Pará, os valores somam R$ 1,42 milhão e R$ 1,89 milhão, respectivamente.
As fiscalizações no estado alcançaram municípios como Altamira, Anapu, Acará, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Santarém, São Félix do Xingu, Tailândia, Tomé-Açu e Xinguara, entre outros.
Entre as principais irregularidades encontradas estão alojamentos precários, ausência de água potável e banheiros, alimentação insuficiente, jornadas exaustivas, além de casos de servidão por dívida e trabalho forçado.
Segundo o MPT, o combate ao trabalho escravo vai além das fiscalizações em campo e inclui a responsabilização das cadeias produtivas. No Pará, a atuação tem foco na pecuária, por concentrar grande número de casos. A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma sigilosa pelo Disque 100 ou pelo site do MPT.
Fonte/Créditos: MPT/PA
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