Um dos casos policiais mais emblemáticos já registrados no Sul e Sudeste do Pará alcançou um marco decisivo nesta segunda-feira (17), quando o tatuador e réu William Araújo Sousa foi sentenciado pelo Tribunal do Júri de Marabá pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual, no caso da morte da tatuadora Flávia Alves Bezerra, ocorrida em abril de 2024. A decisão foi tomada após longas horas de sessão e mobilizou grande atenção pública. Tanto a acusação quanto a defesa anunciaram que irão recorrer da sentença.
No interrogatório realizado durante a fase de instrução, William confessou o crime e afirmou que a agressão teria ocorrido após um desentendimento motivado por um maço de cigarro. Em plenário, ele retomou a narrativa dos fatos e chegou a demonstrar a forma como praticou o estrangulamento. O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a causa da morte foi asfixia, reforçando a versão apresentada pelo Ministério Público.
Em um marco judicial aguardado, William Araújo Sousa, conhecido como Will Sousa, foi condenado pela morte da vitima, que na época, tinha 24 anos. O Tribunal do Júri o considerou culpado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. A soma das penas resultou em mais de 17 anos (17 anos e 10 meses de reclusão).
A sentença foi proferida pouco depois das 23 horas de segunda-feira (17) pela juíza Alessandra Souza Rocha, que acolheu a decisão unânime do conselho de sentença. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, rejeitando todas as teses apresentadas pela defesa, que buscava a desclassificação para lesão corporal seguida de morte.
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