Uma mulher de 59 anos, identificada como Marlene Silva Moraes, morreu nesta terça-feira, 5 de maio, após complicações decorrentes de um procedimento estético conhecido como “minilipo”, realizado em Marabá, no sudeste do Pará. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Marabá, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu a uma infecção.
De acordo com relato feito à Polícia Civil pelo filho da vítima, Miguel Ângelo Morais Ramos, Marlene havia se submetido à cirurgia plástica cerca de dois dias antes de passar mal. Antes do procedimento, ela já apresentava episódios de vômitos e falta de apetite. Ainda assim, como os exames pré-operatórios realizados de forma particular não indicaram alterações significativas, decidiu seguir com a intervenção.
Após a cirurgia, possivelmente realizada entre quinta e sexta-feira, Marlene recebeu alta e retornou para casa. No domingo, começou a sentir um leve desconforto, mas permanecia consciente, se alimentando e caminhando normalmente. Na segunda-feira, com a persistência dos sintomas, foi levada ao hospital, onde deu entrada caminhando e conversando. No entanto, o quadro clínico piorou rapidamente após a admissão, sendo necessária a intubação e transferência para a UTI.
Durante o atendimento, novos exames apontaram insuficiência renal aguda e infecção intestinal, resultados que divergiam dos exames apresentados anteriormente pela família. Apesar dos esforços da equipe médica, o estado de saúde se agravou de forma intensa, e Marlene morreu na tarde do dia seguinte. Segundo o prontuário médico, a causa da morte foi uma infecção.
O caso foi registrado na 21ª Seccional Urbana de Marabá, que deve investigar as circunstâncias do procedimento. No boletim de ocorrência não há informações detalhadas sobre a clínica onde a cirurgia foi realizada. O médico responsável foi identificado apenas como “Dr. Paulo”, sem sobrenome, e não foi localizado pela reportagem.
Informações do Instituto Médico Legal (IML) apontam que a vítima sofreu embolia pulmonar maciça e fascite necrotizante, uma infecção grave que destrói tecidos, havendo suspeita de que o procedimento tenha sido realizado em um local sem condições adequadas de assepsia.
Marlene morava na Folha 20, em Nova Marabá, e deixa três filhos: Miguel Ângelo, Diego e Ulisses. Segundo relatos de familiares, ela já havia realizado outros dois procedimentos estéticos em 2025 e mantinha essas decisões em sigilo, sendo que a última cirurgia teria sido conhecida apenas por uma nora, técnica de enfermagem.
O corpo está sendo velado na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, na Igreja Quadrangular da Folha 21, em Nova Marabá. A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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