Um dos casos mais emblemáticos da história de Canaã dos Carajás foi o assassinato da engenheira civil Gabrielle Souza Mota, de 25 anos, e do irmão, Andrey Pereira Mota, de 31 anos, mortos a tiros na saída da Feira Agropecuária de Canaã dos Carajás (Expo Canaã).
O caso chocou a população na época e, até hoje, segue sem resolução para a família das vítimas, principalmente para a mãe de Gabrielle, a dona Celma.
Na tarde desta terça-feira (6), Celma foi entrevistada ao vivo pelo Gazeta Carajás e comentou sobre a dor de perder sua filha.
“A minha vida para mim não tem sentido mais, eu estou tentando viver, mas eu não consigo ser o que eu era. Ela (Gabrielle) gostava de brincar, de festa, e eu não consigo mais, eu me sinto mal, eu sinto falta dela, eu sinto que ela não está ali, é muito ruim. Sinto que eu não sou mais o que eu era antigamente.”
Celma também comentou sobre o suposto marasmo da justiça em resolver o caso:
“Imaginei que a justiça ia ser rápida, do jeito em que foi falado sobre essa morte, achei que seria muito ligeiro descobrir quem fez isso com a minha filha, mas eu me enganei completamente. Uma decepção que eu nunca imaginei na minha vida foi da justiça daqui de Canaã dos Carajás".
Celma continua: "Íamos (na delegacia) e não tínhamos respostas. A gente ficava sempre no pé para correr atrás, e nada. Até hoje nunca deram resposta. Acho que foi má vontade da justiça, porque Canaã tem sim poder de auxiliar a gente. Eu não acuso ninguém, só quero que me mostrem quem fez isso com a minha filha."
Perguntada o que diria para sua filha se tivesse chance de revê-la, Celma se emocionou:
“Eu só queria dar um abraço nela, um beijo nela, dizer que eu a amo muito, que ela era tudo na minha vida, e que a mãe dela está lutando para descobrir quem fez isso com ela”
A entrevista completa já está disponível aqui.
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