Um desacordo comercial acabou revelando um caso de falsidade ideológica em Mato Grosso. Durante a apuração de uma ocorrência, a Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) descobriu que um homem utilizava uma identidade feminina falsa para se aproximar de mulheres e manter relacionamentos.
O caso teve início no sábado (13/12), quando uma mulher procurou uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência após uma discussão verbal com uma pessoa que se identificava como Misma Cristina Cesma. O conflito teria sido motivado por um desacordo envolvendo o aluguel de um ponto comercial.
Durante o depoimento, a denunciante relatou que a situação também passou a envolver questões pessoais, já que Misma afirmava ser lésbica. A declaração levantou suspeitas do marido da denunciante sobre um possível envolvimento entre as duas.
Ainda segundo o relato, Misma se apresentava publicamente como mulher, mas havia desconfiança de que se tratava, na verdade, de um homem. Ao ser chamada para prestar esclarecimentos, a suspeita apresentou um número de documento inexistente, o que levantou suspeitas da equipe policial.
Diante da inconsistência, uma equipe foi até o endereço informado para localizar documentos pessoais. No local, a suspeita entrou pela frente da residência e fugiu pelos fundos, pulando o muro.
Uma mulher que estava no imóvel se identificou como familiar e entregou um documento de identificação, que, após verificação, confirmou que a pessoa era Christoper Iauari Ossaka de Toledo, que possui antecedentes criminais.
De acordo com as investigações, Christoper utilizava a identidade falsa com o objetivo de atrair mulheres e iniciar relacionamentos. A denunciante afirmou ainda que chegou a beijar o suspeito, acreditando se tratar de uma mulher.
Durante a confecção do boletim de ocorrência, a polícia recebeu a informação de que o homem estaria na casa de um vizinho. Ele foi localizado, preso com uso de algemas e conduzido à delegacia. Um aparelho celular que estava em sua posse foi apreendido.
O suspeito foi indiciado pelos crimes de falsidade ideológica e violação sexual.
Créditos (Imagem de capa): Internet
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