O desaparecimento de José Arthur Sousa Barros chegou a três meses sem respostas em Eldorado do Carajás. O menino, hoje com 1 ano e 9 meses, foi visto pela última vez entre 16h30 e 17h de 26 de março de 2026, enquanto brincava com outras crianças na área externa da casa da família, na Vila Peruana, no Assentamento Lourival Santana, às margens da BR-155.
Logo após o sumiço, parentes, moradores e forças de segurança iniciaram uma grande operação. Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Marinha fizeram varreduras em áreas de mata, pastos, estradas e cursos d’água. Cães farejadores, drones, mergulhadores e sonar foram empregados, mas nenhum vestígio conclusivo da criança foi localizado.
No primeiro fim de semana, familiares e moradores bloquearam a BR-155 para cobrar respostas, enquanto a Polícia Científica periciou a residência. As buscas ostensivas foram encerradas após cerca de 11 dias, mas o inquérito continuou sob sigilo.
A mãe, Geyciara Souza, relatou que o filho brincava com a irmã, uma prima e uma amiga quando desapareceu. “O José Arthur desapareceu em Eldorado dos Carajás no dia 26 de março. Na minha residência”, afirmou. Nos primeiros dias, a família mencionou a passagem de um veículo suspeito pela comunidade. A Polícia Civil informou que todas as hipóteses eram apuradas e, em abril, passou a trabalhar também com indícios de possível sequestro.
Dois vizinhos da família, Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, foram presos temporariamente em abril após divergências identificadas em depoimentos e outras diligências. Celulares de pessoas próximas também foram apreendidos para perícia. Em junho, porém, os dois investigados foram soltos depois do fim do prazo da prisão temporária. Segundo informação atribuída ao advogado da família, não foram encontrados elementos que comprovassem a participação deles no desaparecimento. Eles não foram condenados pelo caso.
Novas pistas e apelo público
Novas pistas continuaram sendo verificadas. Em junho, uma denúncia indicou que José Arthur poderia estar em uma cidade do Tocantins, mas a criança encontrada no endereço tinha sido legalmente adotada e não era o menino desaparecido. Outra informação, repassada por uma criança, mencionou que “um carro preto levou o Tutu”, apelido de José Arthur. A Polícia Civil realizou novas diligências, mas não divulgou conclusão sobre esse relato.
Advogado da família faz apelo público
José Arthur continua desaparecido, não há investigados presos e o inquérito permanece em andamento sob sigilo, com acompanhamento do Ministério Público do Pará. Em novo apelo divulgado nas redes sociais, o advogado da família, Elisson Araújo, pediu que a imagem do menino seja compartilhada no Brasil e no exterior para ampliar o alcance das buscas. Informações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
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