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Acusado de assédio, ministro do STJ Marco Buzzi usa disfunção erétil como argumento para se defender

Defesa do ministro afastado do STJ anexou laudos médicos ao processo e afirma que as condições clínicas seriam incompatíveis com o relato apresentado pela denunciante

Acusado de assédio, ministro do STJ Marco Buzzi usa disfunção erétil como argumento para se defender
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A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi anexou ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) documentos médicos para contestar uma das acusações de importunação sexual contra o magistrado.

Os laudos apresentados apontam que Buzzi possui disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo — condição relacionada à baixa produção de testosterona e/ou espermatozoides — e ausência de ejaculação anterógrada.

De acordo com os advogados, a avaliação assinada por um médico urologista também registra histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão, uso contínuo de medicamentos e outros fatores clínicos que poderiam comprometer a função sexual masculina.

O documento, com data de 6 de fevereiro de 2026, afirma que os exames analisados não indicariam uma “função sexual exacerbada” e apontariam comprometimento da capacidade sexual do ministro. A defesa sustenta que essas condições seriam incompatíveis com a versão apresentada por uma das denunciantes.

Segundo o relato da jovem de 18 anos, durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), Buzzi teria tentado segurá-la e ela teria percebido contato da genitália do magistrado contra seu corpo. A defesa nega a acusação e afirma que os exames médicos afastariam a possibilidade da situação descrita.

Além dos laudos, os advogados também incluíram no processo o depoimento de uma testemunha que afirmou ter acompanhado parte do episódio. Segundo essa testemunha, os dois permaneceram na água a uma distância aproximada de um metro e meio, sem contato físico. O relato afirma ainda que, ao saírem do mar, o ministro teria oferecido a mão para ajudar a jovem.

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Marco Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro de 2026, após ser acusado de importunação sexual durante uma viagem de férias em Balneário Camboriú. A denúncia afirma que o episódio ocorreu quando o ministro e a jovem entraram no mar e que ele teria tentado agarrá-la em três ocasiões.

O magistrado nega as acusações.

Além do caso envolvendo a jovem, uma servidora terceirizada do STJ também apresentou denúncia de importunação sexual contra Buzzi. As investigações são conduzidas em diferentes instâncias, incluindo o STF, o próprio STJ e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em junho de 2026, cerca de 20 testemunhas foram ouvidas pelo Superior Tribunal de Justiça durante a apuração do caso.

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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