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Trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazenda de Jacundá

Ação de fiscalização encontrou condições degradantes; empregador terá que pagar mais de R$ 121 mil em verbas rescisórias

Trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazenda de Jacundá
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Dois trabalhadores foram resgatados de uma fazenda de criação de gado no município de Jacundá, no sudeste do Pará, após uma ação de fiscalização identificar condições análogas à escravidão. Um dos homens atuava no local desde 2013, em situação de extrema vulnerabilidade.

Durante a operação, os responsáveis pela propriedade foram obrigados a interromper as atividades, formalizar a rescisão dos contratos e pagar R$ 121.514,76 em verbas trabalhistas. As vítimas também receberam acesso ao seguro-desemprego, em três parcelas, e foram encaminhadas para atendimento da assistência social.

A ação teve início no dia 5 de maio e contou com a atuação conjunta de órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal.

As equipes encontraram um cenário de total precariedade. Os trabalhadores viviam em um abrigo de madeira deteriorado, com estruturas comprometidas e presença de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões. O ambiente não oferecia segurança, e a cozinha funcionava com fogão a lenha, gerando fumaça constante.

No mesmo espaço onde dormiam e se alimentavam, eram armazenados agrotóxicos, ferramentas e materiais diversos, aumentando ainda mais os riscos à saúde. O banheiro não possuía água nem descarga, e a água consumida vinha de uma cisterna sem qualquer tipo de tratamento.

Além disso, foi constatado que os trabalhadores não tinham acesso a exames médicos, equipamentos de primeiros socorros ou medidas básicas de segurança. A jornada era considerada exaustiva e sem garantias de proteção.

A fiscalização também resultou na aplicação de cerca de 50 autos de infração por irregularidades trabalhistas graves. O caso reforça a importância das ações de combate ao trabalho degradante na região.

Fonte/Créditos: G1

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