O caso envolvendo duas advogadas de Parauapebas, no sudeste do Pará, ganhou repercussão nacional após ser destaque no portal de notícias g1 nesta semana.
As advogadas Alcina Medeiros e Luanna Alves foram multadas em R$ 84,2 mil pela Justiça do Trabalho após a identificação de um comando oculto inserido em uma petição judicial. Segundo a decisão, o objetivo seria influenciar a inteligência artificial utilizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), chamada “Galileu”.
O comando estava escrito em letras brancas sobre fundo branco, ficando invisível a olho nu. No texto, havia a orientação para que a IA realizasse uma análise superficial da petição e não contestasse os documentos apresentados no processo.
A técnica é conhecida como “prompt injection”, utilizada para tentar manipular ferramentas de inteligência artificial por meio de instruções escondidas.
O caso foi identificado pelo juiz do trabalho Luis Carlos de Araujo Santos Júnior, de Parauapebas, que classificou a atitude como um “ato atentatório à dignidade da Justiça”. A multa aplicada corresponde a 10% do valor da causa, avaliada em mais de R$ 842 mil.
Após a repercussão, as advogadas divulgaram nota afirmando que “não concordam com a decisão” e negaram qualquer tentativa de manipular o Judiciário. Segundo elas, o objetivo era “proteger o cliente da própria IA”. A defesa informou ainda que irá recorrer da decisão.
O caso também foi comentado nas redes sociais pelo procurador da República Vladimir Aras e rapidamente repercutiu em diversos veículos nacionais.
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