O Tribunal de Justiça do Maranhão manteve as condenações dos envolvidos em um esquema criminoso de furto e receptação de gado considerado um dos maiores casos de abigeato já registrados no estado. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara do TJ-MA e confirmou a sentença do juiz Diego Duarte de Lemos, da comarca de São Luís Gonzaga do Maranhão.
As investigações apontam que mais de mil cabeças de gado desapareceram das fazendas do médico Raimundo Nonato Moraes Salazar ao longo de sete anos. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada no furto, transporte, abate e comercialização clandestina dos animais.
Entre os condenados está Alexandre Morais, conhecido como “Alexandre Mega da Ruiva”, ex-gerente das fazendas, que recebeu pena de sete anos e um mês de prisão, além de multa. De acordo com o processo, ele também responde por outro caso relacionado à apropriação indevida de valores ligados às propriedades rurais.
Luciano Suares Farias, o “Luciano da Vila São João”, apontado como responsável pelo abate e comercialização ilegal de gado em Bacabal, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão e multa.
Também foram condenados Antônio Sales da Silva, conhecido como “Balbino”, proprietário de um açougue em São Luís Gonzaga do Maranhão, e José Sousa da Silva, o “Zé do Bena”, acusado de integrar a rede de receptação e venda ilegal dos animais.
Outro investigado no caso, Francisco Flaubert Lopes, conhecido como “Fá”, terá o processo analisado separadamente.
Mesmo com a decisão do Tribunal de Justiça, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso, tratado pelas autoridades como um dos maiores casos de furto de gado já descobertos no Maranhão.
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