Uma nuvem funil foi registrada na tarde de 24 de maio na região da praia da Ponta d'Areia, em São Luís (MA). O fenômeno chamou a atenção de moradores e ocorreu apenas um dia após um princípio de tornado atingir áreas da capital maranhense, causando destelhamentos e outros prejuízos materiais.
Imagens feitas por populares mostram a formação da nuvem em formato de funil sobre o mar. Apesar da aparência impressionante, especialistas explicam que o fenômeno não evoluiu para uma tromba d'água, já que a coluna de ar em rotação não chegou a tocar a superfície do mar.

De acordo com a meteorologista Andrea Cerqueira, do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a formação de uma tromba d'água depende justamente desse contato entre a nuvem funil e a água. Como isso não aconteceu, o registro permaneceu apenas como uma nuvem funil.

Na véspera, 23 de maio, um princípio de tornado foi observado em São Luís. O fenômeno teve início na região dos bairros São Cristóvão e Tirirical, durou cerca de cinco minutos e provocou destelhamentos em imóveis comerciais e residenciais. Em seguida, uma forte chuva atingiu diversos pontos da cidade. Apesar dos danos, não houve registro de feridos.

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Segundo o professor Juarez Mota Pinheiro, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o fenômeno registrado no dia 23 não pode ser classificado como tornado, pois a coluna de ar em rotação não alcançou o solo. Quando isso não ocorre, a formação é denominada nuvem funil, estágio inicial que pode ou não evoluir para um tornado.

O especialista também descartou a possibilidade de um ciclone, explicando que esse tipo de sistema atmosférico apresenta características diferentes, afeta áreas muito maiores e não possui registros na literatura científica para a faixa equatorial onde está localizada São Luís.

Embora os estragos tenham chamado a atenção da população, dados da estação meteorológica do Aeroporto Internacional de São Luís indicaram ventos de aproximadamente 11 km/h no momento do evento, mostrando que as rajadas mais intensas ocorreram de forma localizada, característica comum em tempestades severas.

 

 
 
 
 
 
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FONTE/CRÉDITOS: G1