Mais três suspeitos foram presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, informou a Polícia Civil de Limeira (SP). A jovem foi lançada de uma ponte sem cordas durante um salto de rope jump há uma semana. Até a publicação, a Polícia Civil não havia informado qual foi a participação dos três presos no caso.
A corporação informou que dois presos são de Limeira e que uma pessoa foi presa no Rio de Janeiro (RJ). Os mandados de prisões foram confirmados pela delegada responsável pelo caso, Andrea Levy. O tio de um dos presos informou à neste sábado (20) que não sabe o motivo da prisão, mas que o sobrinho atuava na parte de baixo do salto de rope jump, auxiliando na saída das pessoas que saltavam.
A delegada ainda afirmou a câmera 360, que Maria Eduarda carregava para gravar o próprio salto, ainda não foi encontrada. Os outros três suspeitos detidos no dia da morte seguem presos. A Justiça negou pedido de habeas corpus oferecido pela defesa deles.
Três primeiros presos
No dia da tragédia, no último sábado (13), os três instrutores responsáveis pelo salto da Maria Eduarda foram presos. Eles foram autuados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual. Em depoimento, o trio não soube explicar o erro. Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, fazem parte de um grupo que oferecia os saltos de 40 metros de altura na ponte, ao preço de R$ 180.
No último sábado, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura.
Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia.
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima.
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