As obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, aguardadas há mais de 20 anos para garantir a navegabilidade no Rio Tocantins, devem ter o campo de obras instalado apenas no segundo semestre deste ano. As detonações, no entanto, só devem ocorrer em 2027.
A informação foi confirmada na quinta-feira (21) pelo secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier. Segundo ele, o projeto não enfrenta mais pendências judiciais e o governo federal segue concentrado no cumprimento das condicionantes ambientais previstas no licenciamento emitido pelo Ibama.
De acordo com o secretário, uma supervisora ambiental foi contratada na última semana para acompanhar a execução do projeto. Burlier afirmou ainda que as suspensões judiciais que atrasavam a obra foram superadas.
O cronograma das detonações também depende das restrições ambientais relacionadas ao período do Seguro-Defeso, entre novembro e março. Caso as explosões não comecem antes desse período, a execução ficará para após março de 2027.
Durante a entrevista, o secretário também falou sobre as medidas adotadas para enfrentar o período de seca nos rios do país. Segundo ele, o governo intensificou o monitoramento hidrológico e trabalha com a possibilidade de uma estiagem severa no segundo semestre.
Entre as ações previstas estão contratos de dragagem sob responsabilidade do DNIT, além do acompanhamento conjunto com órgãos como ANA, Marinha, ANTAQ e Serviço Geológico do Brasil.
A obra do Pedral do Lourenço é considerada estratégica para o desenvolvimento da região paraense, especialmente para o município de Itupiranga. Quando concluída, deverá transformar o Rio Tocantins em uma importante hidrovia, fortalecendo o escoamento da produção, beneficiando diretamente os municípios ribeirinhos, estimulando as economias locais e ampliando as oportunidades de desenvolvimento econômico e social em toda a região.
Fonte/Créditos: Com informações de Agência Infra
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