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Mulher que enviou ovo de Páscoa envenenado e matou duas crianças é condenada a 66 anos de prisão

Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Duas crianças morreram após consumir um ovo de Páscoa contaminado com veneno enviado à residência da família em Imperatriz (MA)

Mulher que enviou ovo de Páscoa envenenado e matou duas crianças é condenada a 66 anos de prisão
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A Justiça condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento que resultou na morte de duas crianças e na tentativa de homicídio da mãe delas, em Imperatriz, no Maranhão. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri na noite desta segunda-feira (22).

As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumirem um ovo de Páscoa contaminado com veneno. A mãe das crianças, Mírian Lira, também ingeriu o chocolate, ficou internada em estado grave na UTI, mas sobreviveu após receber atendimento médico.

De acordo com o Ministério Público do Maranhão, o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-companheira do homem que mantinha um relacionamento com Mírian. As investigações apontaram que a acusada planejou a ação, viajou de Santa Inês para Imperatriz, hospedou-se em um hotel utilizando nome falso e contratou um mototaxista para entregar o ovo de Páscoa à residência da vítima.

O doce foi enviado acompanhado de um bilhete com a mensagem: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”. Segundo a perícia, o chocolate continha chumbinho, substância utilizada ilegalmente como veneno para ratos.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a prática de duplo homicídio qualificado contra as crianças e tentativa de homicídio qualificado contra Mírian. Entre as qualificadoras consideradas estão motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.

Além da pena de 66 anos de prisão, o juiz determinou o cumprimento imediato da sentença, manteve a prisão preventiva da condenada e negou o direito de recorrer em liberdade. A decisão também fixou indenizações por danos morais para os familiares das vítimas.

Em depoimento, Jordélia admitiu ter comprado e enviado o ovo de chocolate, mas negou ter colocado veneno no produto, atribuindo a responsabilidade a terceiros. A versão, no entanto, foi rejeitada pela Justiça diante das provas apresentadas durante a investigação e o julgamento.

Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa.

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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