Maior partido de Canaã dos Carajás e do Pará, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) tem uma meta muito clara para as eleições legislativas na Terra Prometida: fazer sete vereadores e quebrar um recorde do próprio partido, de quatro parlamentares em 2020.
Para tanto, o partido e o seu diretório preparam um galático time de estrelas para fazer as sonhadas cadeiras na Câmara Municipal de Canaã. Vale destacar que o partido deve perder dois de seus vereadores eleitos na janela partidária, que vai até 6 de abril – Cleverson Zajak e Anderson Mendes.
No entanto, chegam os seguintes nomes: Anuarinho, Wilson Leite, Maria Pereira e Flávio Gomes, todos em posse de seus mandatos. O quarteto se unirá a Dinilson José e Miguel da Saúde e formarão a maior bancada de um partido na história de Canaã até o fim de 2024.
Além destes nomes, o MDB recebeu de braços abertos Estanisley Nascimento, o pastor Estanisley, e já conta com Ronaldo Araújo, ex-secretário de Desenvolvimento Social. Ambos têm muito peso político e chegam para brigar com os vereadores que já possuem mandato. Outra estrela que deve desembarcar em breve é Vânia Mascarenhas, ex-vereadora, e esposa de Jean Carlos, ex-presidente da Câmara Municipal.
Sem falar em Léo Ferreira, presidente da Agência Canaã, que é primeiro suplente de vereador e Jailson Almeida, que ainda não deixaram claro se vão concorrer às eleições.
Os ousados planos do MDB se assemelham à estratégia adotada pelo governo estadual nas Eleições 2022. Grandes lideranças do município se amarram ao partido e as chances de mais parlamentares aumentam: o MDB fez 13 deputados estaduais e nove federais em 22.
Vai dar certo?
Sabe-se que o MDB tem histórico vitorioso em Canaã e não perde eleições há mais de 10 anos no município. No entanto, perdeu sua maior liderança, Jeová Andrade, durante o processo e corre contra o tempo para agregar valores antes da corrida eleitoral. Tudo para não ver a oposição crescer.
Outro fator que preocupa o MDB local é o voto conservador, que ainda é maioria na Terra Prometida. Com a sigla cada vez mais próxima do governo federal, milhares de canaenses torcem o nariz para a sigla e isso pode influenciar as eleições.
No entanto, é sabido que na esfera municipal o voto ideológico faz, sim, a diferença, mas cada uma das lideranças citadas tem sua bagagem eleitoral e isso se sobrepõe às diferenças de pensamento. Claro, tudo na teoria. O voto canaense é imprevisível e a única certeza que se tem é que os dados estão rolando e a corrida já começou faz tempo.
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