Gazeta Carajás - O genuíno portal de notícias do sul e sudeste do Pará

MENU

Notícias / Belém

Defensoria pede bloqueio de R$ 1,9 milhão para garantir reabertura do restaurante popular em Belém

Medida, segundo a Defensoria, é para garantir reabertura de restaurante popular em Belém, fechado há quase 1 ano

Defensoria pede bloqueio de R$ 1,9 milhão para garantir reabertura do restaurante popular em Belém
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) pediu à Justiça o bloqueio de R$ 1,9 milhão da Prefeitura de Belém. Segundo o órgão, a medida busca garantir a reabertura do Restaurante Popular da capital, fechado há quase um ano, desde 1º de fevereiro de 2025. O espaço atendia, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Uma decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública e Ações Coletivas de Belém já havia estipulado prazo para a reabertura do restaurante. De acordo com a Defensoria, o prazo venceu em dezembro de 2025, o que motivou o pedido de aumento da multa aplicada ao município pelo descumprimento da determinação judicial. Agora, a DPE solicitou, nesta terça-feira (20), o bloqueio de bens no valor total de R$ 1.989.504,00.

“Diante do histórico de inércia administrativa e do descumprimento da obrigação de fazer, revela-se imprescindível a adoção de medida judicial apta a assegurar que os recursos públicos vinculados ao contrato cumpram sua finalidade social”, argumentou a Defensoria no pedido.

Em nota, a Prefeitura de Belém alegou que o prazo para a reabertura do Restaurante Popular ainda está em andamento, com término previsto para 3 de março de 2026, e que irá respeitar os prazos fixados. A administração municipal informou ainda que a Defensoria Pública está ciente de que a reabertura do equipamento exige etapas que não se resolvem de forma imediata.

O restaurante foi fechado após o término do contrato com a empresa terceirizada responsável pela gestão do local. À época, a prefeitura não informou uma data para a reabertura, afirmando apenas que ocorreria o mais breve possível. No entanto, quase um ano depois, o espaço permanece fechado e já foi alvo, inclusive, de atos de vandalismo.

Segundo a Defensoria, o fechamento prolongado do restaurante compromete diretamente o direito à alimentação adequada, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por isso, o órgão afirma que o bloqueio de bens é necessário para assegurar que os recursos sejam utilizados na retomada do serviço.

Além do bloqueio, a Defensoria também pediu a adoção de outras medidas coercitivas que o juiz considerar necessárias para garantir a reabertura do restaurante.

Valor do contrato e número de refeições

O valor solicitado para bloqueio está relacionado à gestão e ao fornecimento de refeições no restaurante, com base em um dos contratos da empresa que administrava o espaço. Segundo a DPE, a medida foi necessária para estabelecer uma referência financeira a ser analisada pela Justiça.

De acordo com a manifestação apresentada, o contrato administrativo previa o montante de R$ 1.989.504,00, destinado à gestão e ao fornecimento de 316.800 refeições prontas.

Os recursos estão diretamente ligados à operacionalização e ao funcionamento do Restaurante Popular Desembargador Paulo Frota, objeto da ação judicial. A Defensoria requer que os valores eventualmente bloqueados sejam destinados exclusivamente à renovação, manutenção e ao pleno funcionamento do restaurante.

Fonte/Créditos: Portal G1

Comentários:

Redação

Publicado por:

Redação

Redação

Saiba Mais

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!