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Canaã dos Carajás está mais dependente da mineração

Em relação a 2020, investimentos do governo municipal em produção rural e sustentabilidade caíram 33,3%.Canaã gasta cinco vezes mais com funcionalismo público do que em diversificação econômica

Canaã dos Carajás está mais dependente da mineração
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Uma análise feita pelo Gazeta Carajás apurou que Canaã dos Carajás está mais dependente da mineração em 2024 do que estava em 2020. O levantamento considerou as receitas públicas em cada um dos anos e os investimentos em produção rural e sustentabilidade.

Em 2024, Canaã dos Carajás tem uma receita pública de R$ 2,1 bilhões. A maior parte destes recursos advém da mineração, seja pela Compensação Financeira Pela Exploração Mineral (CFEM), ou por impostos diversos sobre mercadorias e empresas mineradoras.

Deste recurso bilionário, somente R$ 33.194.418,45 são investidos na produção rural, direto para a Sempru ou para o Fundo de Desenvolvimento Rural. Outros R$ 54.152.384,45 são investidos no Fundo de Desenvolvimento Econômico, destinado ao investimento em negócios locais – isso representa 4,15% da receita canaense.

O município, que emprega mais de 4 mil servidores, possui ainda uma folha salarial superior a R$ 300 milhões/ano. Ou seja, em quatro anos R$ 1,2 bilhão são gastos somente para manter o quadro funcional do município.

Em suma, o município gasta cinco vezes mais com o funcionalismo público do que com diversificação econômica.

Em 2020, ano base para a análise, Canaã dos Carajás tinha receita de R$ 1,05 bilhão. A maior parte dos recursos também advinham da mineração.

À época, Canaã investia cerca de R$ 65 milhões em produção rural e no Fundo de Desenvolvimento Econômico. O valor representava 6,23% da receita do município – 33,38% mais do que em 2024.

Se o município investisse hoje em agricultura e sustentabilidade na mesma proporção que investia em 2020 cerca de R$ 130 milhões seriam destinados às atividades todos os anos. Mais investimentos em diversificação econômica representam um município menos refém da mineração.

O levantamento não considerou os recursos gastos com o chamado “turismo de eventos” em nenhum dos dois períodos. Na prática, eventos como a Fenecan, Festival Gastronômico e Canaã Cidade Junina ainda não representam um modelo de sustentabilidade para o município, já que não geram lucro por conta própria.

Créditos (Imagem de capa): Divulg

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Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

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