O governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), aguarda com paciência a análise de um Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode reverter seu afastamento do cargo. Ele foi destituído pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no último 3 de setembro, acusado de envolvimento em um esquema de corrupção que desviou R$ 73 milhões da compra de cestas básicas durante a pandemia, na Operação Fames-19.
O processo, que já está há um mês sob a relatoria do ministro Nunes Marques, aguarda uma decisão que permita ou não o retorno de Barbosa ao governo. A espera pela análise do STF se estende desde 20 de outubro.
Enquanto o tempo passa no tribunal, as investigações contra o governador avançam. Em uma nova operação da Polícia Federal, batizada de Nêmesis e realizada em 12 de novembro, ele foi novamente alvo. Desta vez, as apurações buscam evidenciar supostas tentativas de interferência nas investigações da própria Operação Fames-19.
A PF chegou a relatar indícios de que Barbosa e a primeira-dama podem ter recebido uma alerta sobre a operação de setembro. Na ocasião, a casa do casal foi encontrada com luzes acesas, comida sobre a mesa, um cofre aberto e vazio e um celular que havia sido resetado, levantando a suspeita de obstrução da Justiça.
O habeas corpus chegou às mãos do ministro Nunes Marques após passar por outros dois ministros. Tanto Edson Fachin quanto Luís Roberto Barroso, que posteriormente se aposentou, analisaram o caso de forma mais rápida, decidindo em seis e dez dias, respectivamente. Barroso foi quem negou o pedido de retorno ao cargo.
Desde que assumiu a relatoria, no entanto, Nunes Marques ainda não se manifestou sobre um recurso da defesa protocolado em 13 de outubro, que põe a análise do caso nas mãos da 2ª Turma do STF. Enquanto isso, o governador afastado permanece em uma espera paciente pela definição de seu futuro.
Em conversa com lideranças políticas nos bastidores, o Gazeta Carajás apurou que a situação do governador é difícil e que dificilmente ele conseguirá retornar ao cargo.
Fonte/Créditos: Com informações do Jornal Opção
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