Mais de 80 profissionais, entre engenheiros e técnicos, denunciam estar sem receber verbas rescisórias após o encerramento do contrato da empresa Progen S.A. com a Vale S.A.. Os trabalhadores atuavam nos projeto S11D, em Canaã dos Carajás, e Carajás, em Parauapebas. Eles afirmam que, desde o desligamento, enfrentam incertezas e dificuldades financeiras.

Segundo relatos, os funcionários foram desligados no último dia 19, após a Progen perder o contrato que mantinha com a Vale. No entanto, até o momento, dezenas de pais e mães de família não teriam recebido as verbas rescisórias previstas em lei. Além disso, de acordo com a denúncia, a empresa ainda não liberou a documentação necessária para o saque do FGTS, incluindo a multa de 40%.

“A gente tá preocupado, ninguém fala nada”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado por receio de represálias.

Leia Também:

Os profissionais afirmam que todos têm família em Canaã dos Carajás, onde mantêm casa e compromissos financeiros. Sem o pagamento e sem acesso aos documentos obrigatórios, relatam estar de “mãos atadas”, enquanto o prazo legal estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) avança.

A reportagem tentou contato com Jeancarlo Calábria, coordenador de contratos da Progen em Canaã dos Carajás, mas ele não atendeu às ligações nem respondeu às mensagens enviadas até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.