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Há um ano, tragédia em Goiás matou três estudantes paraenses da UFPA e um motorista

Acidente ocorrido durante viagem ao Congresso da UNE matou três estudantes da UFPA e um motorista da universidade na BR-153, em Goiás

Há um ano, tragédia em Goiás matou três estudantes paraenses da UFPA e um motorista
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Um ano após o acidente que tirou a vida de três estudantes e um motorista da Universidade Federal do Pará (UFPA), na BR-153, em Goiás, a instituição prestou uma homenagem às vítimas nesta quarta-feira (16). Em nota assinada pelo reitor Gilmar Pereira da Silva, a universidade destacou que a saudade permanece e reafirmou o compromisso de preservar a memória daqueles que perderam a vida durante a viagem ao 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), em Goiânia.

“Passado um ano, a saudade permanece e, com ela, o compromisso de manter viva a memória de cada pessoa que partiu”, afirma um trecho da mensagem. A UFPA também renovou a solidariedade às famílias, amigos e colegas das vítimas, ressaltando que “lembrar é também um gesto de comunidade”.

Relembre o acidente

A tragédia aconteceu na manhã de 16 de julho de 2025, no município de Porangatu, no norte de Goiás. Cerca de 140 estudantes da UFPA viajavam em um comboio formado por dois ônibus e dois micro-ônibus com destino ao Conune, quando uma carreta invadiu a contramão e atingiu o primeiro veículo da caravana. A colisão envolveu ainda outro ônibus do grupo.

Morreram no acidente os estudantes Ana Letícia Araújo Cordeiro, do curso de Pedagogia; Leandro Souza Dias, de Farmácia; Welfesom Campos Alves, de Produção e Multimídia; além do motorista da UFPA, Ademilson Militão de Oliveira. O caminhoneiro Keyne Laurentino de Oliveira, que conduzia a carreta, também morreu. Outros estudantes ficaram feridos e receberam atendimento em hospitais de Goiás e do Tocantins.

A tragédia provocou grande comoção em todo o país. Autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, manifestaram pesar. A UFPA decretou luto oficial de três dias, criou um comitê de acompanhamento, instalou uma central de acolhimento às famílias no campus Guamá, em Belém, e coordenou o atendimento aos estudantes feridos.

Dois dias após o acidente, os corpos das vítimas chegaram ao Pará em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Antes dos sepultamentos, a comunidade acadêmica realizou homenagens nos campi Guamá, em Belém, e Altamira.

Fotografia se tornou símbolo da tragédia

Pouco antes da viagem, os estudantes registraram uma fotografia ao lado do micro-ônibus que integrava o comboio. Na imagem, eles aparecem reunidos segurando bandeiras de movimentos estudantis, em um momento que, posteriormente, se transformou em um dos principais símbolos da tragédia.

Três dos universitários que aparecem na fotografia — Ana Letícia Araújo Cordeiro, Leandro Souza Dias e Welfesom Campos Alves — morreram poucas horas depois no acidente. Uma das estudantes que também estava no veículo sobreviveu e conseguiu avisar a família de que estava fora de perigo.

Na homenagem divulgada nesta quarta-feira, a UFPA ressaltou que as vítimas “carregavam a força de quem acredita na educação como caminho de transformação” e reafirmou seu compromisso com a comunidade acadêmica.

“A UFPA permanece ao lado de sua comunidade. Hoje. E sempre”, conclui a nota assinada pelo reitor Gilmar Pereira da Silva.

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Giovanna Noláscio

Publicado por:

Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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