Alexandre Siqueira não é exatamente o que se espera de um político tradicional do Brasil. Para o bem e para o mal, é transparente em tudo o que sente. Se está feliz, é perceptível, se está triste ou furioso, também não consegue esconder. É o pulsar de um coração na maior parte do tempo, às vezes o ajuda – muitas vezes o atrapalha.
Políticos tradicionais costumam disfarçar melhor as emoções, as alegrias e as angústias, mas Siqueira não esconde seus defeitos. Pelo contrário, seus apoiadores sabem da sua personalidade e o quão impossível é encaixá-lo em modelos tradicionais.
Ontem (15), na boca da noite, um emocionado Siqueira veio às redes sociais comunicar que estava de volta ao cenário político. Nos acréscimos da prorrogação, a menos de 20 dias da eleição suplementar, a decisão do STF de reconduzi-lo ao cargo de prefeito e a suspensão das eleições suplementares colocou fim a uma verdadeira epopeia política.
De forma quase messiânica, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas acompanhando o grande líder político da história recente de Tucuruí. Uma carreata quilométrica foi realizada em comemoração – Alexandre estava de volta ao cargo de prefeito.
Na tarde desta quarta (16), a Câmara o empossou novamente gestor. Claudinha, a ex-candidata e agora vice de novo, estava ao seu lado. Ela está com moral, foi premiada com o respeito da família Siqueira pela fidelidade e prontidão quando necessário.
Ame ou o odeie, a verdade é uma só: Alexandre, é grande na política. Após ter sido cassado em março, chegou a ser tratado como alguém descartado no cenário eleitoral, mas não se deixou abater: assumiu a presidência do MDB e foi coordenar a campanha de Claudinha. Brigou, às vezes até literalmente, pela honra de seu grupo político e foi premiado com a recondução ao cargo.
“Alexandre, o Grande” na política de Tucuruí tem que ser respeitado, mesmo por quem não o tolera. É um tenaz jogador da Guerra dos Tronos, não tem medo de cara feia, de oposicionistas e de absolutamente nada. Tem trânsito em todas as esferas e possui um grupo unido e disposto a jamais dar o braço a torcer por ele.
O jogo do poder, afinal de contas, não é sobre ser amado, mas sim sobre fazer o que é necessário – o pragmatismo é a força motriz da política em que tempo for.
Ser pragmático é ainda maior que ser amado. Alexandre Siqueira compreende isso e por essa razão pode ser chamado de Grande da política regional. Volta forte ao cargo, mais do que antes.
Do outro lado, a oposição diz que a decisão do STF não se sustenta. Porém, ao menos por enquanto, Alexandre Siqueira venceu (de novo!)
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