A infecção por Doença de Chagas continua avançando em Ananindeua, na Grande Belém. De acordo com moradores da região, o prefeito Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel, não estaria tomando providências para frear a contaminação do açaí pela doença. De dezembro a até janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa) confirmou 484 casos, com 8 mortes.
O número preocupou os órgãos de vigilância sanitária, que exigiram medidas urgentes do município para fiscalizar e combater os pontos de venda de açaí sem higienização.
A contaminação pela Doença de Chagas ocorre quando o parasita Trypanosoma cruzi entra no organismo humano, principalmente por meio do inseto conhecido como barbeiro. Esse inseto costuma viver em frestas de casas simples, telhados de palha ou locais com pouca vedação e sai à noite para se alimentar de sangue. Ao picar a pessoa, geralmente no rosto ou em áreas expostas do corpo, o barbeiro defeca próximo ao local da picada. Nessas fezes está o parasita. Quando a pessoa coça a pele ou toca a região picada, o Trypanosoma cruzi pode penetrar no organismo através da ferida, da pele lesionada ou de mucosas, como olhos e boca.
Além da forma clássica de transmissão pelo barbeiro, a doença de Chagas também pode ser transmitida por via oral, quando alimentos ou bebidas são consumidos contaminados com o parasita. Isso pode acontecer, por exemplo, durante o preparo inadequado de alimentos como açaí ou caldo de cana, se houver contato com o inseto ou suas fezes. Há ainda outras formas menos comuns de contaminação, como transfusão de sangue sem controle adequado, transplante de órgãos, transmissão da mãe para o bebê durante a gestação e acidentes laboratoriais.
Depois que o parasita entra no corpo, ele se espalha pela corrente sanguínea e pode se alojar em diferentes órgãos, principalmente no coração e no sistema digestivo. Em muitos casos, a infecção inicial não provoca sintomas evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Fonte/Créditos: Sespa
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