O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) decidiu, nesta quinta-feira (19), pela implosão das duas pontes sobre o rio Itacaiunas, em Marabá. A decisão foi tomada após mais de seis meses de análises da equipe técnica. A medida vai atingir tanto a estrutura mais recente, com cerca de 16 anos, quanto a mais antiga, que já tem mais de 40 anos de existência.
Segundo o DNIT, a ponte mais nova apresenta problemas estruturais considerados irreversíveis, o que inviabiliza qualquer tentativa de recuperação. Já a estrutura mais antiga sofre com desgaste natural, visto que há anos opera acima da capacidade prevista.
O plano do DNIT prevê a implosão da ponte mais recente primeiro. Durante esse período, a ponte antiga deve funcionar em sistema de mão dupla, concentrando todo o fluxo de veículos. Após a construção de uma nova estrutura, a ponte mais antiga também será demolida e substituída. A decisão é vai impactar diretamente a mobilidade urbana e regional, já que as pontes são fundamentais para o tráfego na Rodovia Transamazônica e para a ligação entre bairros, municípios e até estados.
Nos próximos dias, o DNIT deve apresentar o plano à Prefeitura de Marabá para discutir medidas emergenciais. Um dos principais desafios será a adequação dos acessos à Ponte Ana Miranda, que deve absorver parte do fluxo. Atualmente, as vias da região não comportam o volume intenso de veículos, especialmente os de carga, que seguem com restrições.
Apesar da urgência, o cronograma ainda não foi definido. As licitações para a implosão e construção da primeira nova ponte devem ocorrer apenas no final do ano. O custo estimado de cada estrutura é de cerca de R$ 120 milhões.
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