Um guarda municipal foi preso pela Polícia Civil durante a operação 'Falsa Guarda'. Ele é suspeito de participar de um duplo homicídio em Abaetetuba. A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (10). Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Segundo a PC, um outro guarda municipal, apontado como motorista da viatura no dia do crime, segue foragido. O nome dos agentes investigados não foram informados.
No dia 25 de abril de 2026, as vítimas Bruno Silva de Assis e Eduardo Ferreira da Silva estavam em uma motocicleta na rodovia PA-481 quando foram interceptadas por homens armados e encapuzados. As investigações revelaram que o crime está ligado à agiotagem e cobrança de empréstimos na Feira do Peixe em Abaetetuba. De acordo com a PC, os suspeitos usavam uma caminhonete que fazia parte da frota da Guarda Municipal de Moju, cidade na mesma região de Abaetetuba.
Os agentes detalharam que as vítimas foram levadas à força para uma área afastada, na zona rural de Abaetetuba. Lá, foram mortas com tiros na parte de trás da cabeça. O alvo principal era Bruno Silva de Assis, que cobrava valores para um homem colombiano. Já Eduardo Ferreira da Silva foi morto por estar junto a Bruno. A polícia reuniu provas por meio de câmeras de monitoramento, dados de geolocalização e quebra de sigilo autorizada pela Justiça.
O rastreamento do veículo confirmou que a caminhonete esteve parada exatamente no local e no horário em que os corpos foram encontrados. Após o crime, os suspeitos, ainda fardados, lavaram o veículo em um lava-jato para tentar apagar vestígios. O crime está ligado à agiotagem e cobrança de empréstimos na Feira do Peixe em Abaetetuba. O alvo principal era Bruno Silva de Assis, que cobrava valores para um cidadão colombiano. Eduardo Ferreira da Silva era uma vítima colateral — estava no local errado e foi morto como "queima de arquivo".
Durante a operação 'Falsa Guarda', a polícia apreendeu armas institucionais, celulares e porções de maconha que estavam armazenadas na sede da Guarda Municipal de Moju. O material passará por perícia. As investigações seguem em andamento. Informações podem ser enviadas de forma anônima pelo disque denúncia (181) ou pelo WhatsApp (91) 98115-9181.
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