A Polícia Civil do Pará informou, nesta segunda-feira (20), que encontrou indícios que contradizem a versão apresentada pelo advogado Wlandre Gomes Leal sobre a morte da companheira, Tainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos. Diante dos elementos reunidos até o momento, o suspeito permanece preso por suspeita de feminicídio, em Santarém, no oeste do Pará.
Segundo a investigação, a dinâmica apresentada pelo advogado não é compatível com os vestígios encontrados no apartamento onde o crime ocorreu. Em depoimento, Wlandre afirmou que a companheira teria provocado o próprio ferimento durante uma discussão. No entanto, a Polícia Civil informou que os primeiros levantamentos e análises periciais apontam inconsistências nessa versão.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, os peritos identificaram elementos técnicos que reforçam a suspeita de feminicídio. A investigação também considera o posicionamento do corpo, marcas encontradas na cena e outras evidências coletadas durante a perícia, que seguem sendo analisadas.
Tainá foi encontrada morta na noite de domingo (19), com um ferimento provocado por arma branca na região do tórax, dentro do apartamento onde morava com o companheiro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima já estava sem vida quando a equipe chegou ao local.
O advogado permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito. O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Comentários: