Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano The New York Times nesta sexta-feira (24) trouxe novas alegações de abuso sexual infantil envolvendo o cantor Michael Jackson. O material detalha uma entrevista com membros da família Cascio, que afirmam ter sido vítimas do artista durante a infância.
Segundo a publicação, quatro irmãos da família Cascio entraram recentemente com uma ação judicial contra o espólio de Jackson, acusando o cantor de abuso sexual e tráfico de crianças ao longo de anos. As alegações foram detalhadas em entrevista concedida ao jornal, na qual os familiares relatam que só passaram a compreender a dimensão do que dizem ter vivido após assistirem ao documentário Leaving Neverland.
De acordo com a reportagem, os Cascio afirmam que, quando crianças, tinham uma relação próxima com Michael Jackson, frequentando sua residência e acompanhando-o em viagens e eventos. No entanto, eles alegam que essa convivência teria sido marcada por episódios de abuso e manipulação psicológica.
O New York Times também destaca que os irmãos já haviam apresentado denúncias formais em ações judiciais recentes, nas quais acusam o espólio do artista de tentativa de silenciamento por meio de acordos anteriores. O caso inclui ainda disputas legais em torno de indenizações e da validade desses acordos.
O espólio de Michael Jackson nega todas as acusações, classificando as alegações como infundadas e motivadas financeiramente. Em manifestações anteriores, os representantes do patrimônio do cantor já haviam rejeitado os processos, afirmando que se trata de tentativas de exploração da imagem do artista.
As novas denúncias surgem em meio a uma série de debates e reavaliações públicas sobre o legado de Michael Jackson, especialmente durante a semana de estreia de Michael, cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua, que conta parte da carreira do astro.
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