O Tribunal do Júri de Araguaína condenou, após mais de 12 horas de julgamento, duas irmãs envolvidas no assassinato do empresário José Paulo Couto, de 75 anos. O crime, que ocorreu em julho do ano passado, teve como pivô a técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, condenada a 24 anos e três meses de prisão em regime inicialmente fechado. Sua irmã, Lidiane Mendes da Silva, também foi sentenciada por sua participação na ocultação do cadáver, recebendo uma pena de pouco mais de um ano, que deverá ser cumprida em regime aberto.
Segundo informações, a motivação do crime foi financeira. Rejane recebia mensalmente do empresário valores destinados ao pagamento de aluguel e despesas de alimentação. Quando o empresário decidiu reduzir parte desse auxílio, uma discussão teve início na residência da ré. Em depoimento, Rejane confessou ter empurrado a vítima, que caiu sobre uma cama, e, na sequência, amarrou as mãos e os pés do idoso. Com receio de ser denunciada pela agressão, ela decidiu assassinar o empresário a facadas.
Após o homicídio, a irmã, Lidiane, foi acionada para auxiliar na remoção do corpo. As duas envolveram a vítima em lençóis e tapetes e a transportaram até uma ponte na Avenida Frimar, que faz a ligação entre o bairro JK e a TO-222, onde o corpo foi descartado em um córrego ainda amarrado. Além do homicídio, Rejane responde por outros crimes, incluindo ocultação de cadáver, furto de bens pessoais da vítima, como joias, relógios e celular, e adulteração de placa de veículo, crime para o qual contou com o auxílio de um vizinho para esconder o carro do empresário em um lote baldio.
O julgamento, que contou com o depoimento de testemunhas e embates entre acusação e defesa, teve seu desfecho na noite da última terça-feira (16), quando o conselho de sentença, formado por sete jurados, confirmou a condenação.
Fonte/Créditos: Informações de TV Bom dia Tocantins
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